Estratégia de Day Trade: Guia de Negociação

Mapa mental estratégia day trade

Esta é a minha estratégia de day trade ou day trading que uso na bolsa de valores.  Foi desenvolvida inicialmente para o mercado de ações, mas pode ser usada em qualquer outro tipo de mercado como em moeda (forex) ou bens. A principal condição é haver elevada liquidez para a lei da procura e oferta do mercado poder funcionar livremente.

A estratégia de day trade foi criada com recurso á técnica do price action, tendo sido dividida em seis capítulos, e de acordo com o mapa mental apresentado no gráfico acima.

1. Price Action – Introdução

2. Suporte e Resistência – Os níveis onde acontecem as negociações

3. Velas Japonesas – O preço indica continuidade ou indecisão?

4. Risco – A negociação permite um bom rácio risco:recompensa?

5. Contexto – Iniciar posição longa, curta ou manter-se fora do mercado?

6. Portfólio – Como selecionar uma carteira de títulos para o day trade?

Este artigo via estar em atualização regular durante as próximas semanas. Subscreva a newsletter para ficar a par das novidades.

1. Price action – Introdução

A minha estratégia de day trade é baseada unicamente no price action sem indicadores e técnicas confusas que complicam a negociação na bolsa de valores.

O que é o price action?

O price action é simplesmente o movimento de preços nos gráficos de ações, forex, bens ou qualquer outro tipo de título tem origem nos touros (compradores) e ursos (vendedores). Quanto um título se move para cima é porque há mais touros do que ursões, e quando um preço se move para baixo é porque há mais ursos do que touros.

Mercado Touro em Wall Street

Qualquer mercado líquido é uma permanente luta entre touros e ursos.

O price action é sobre a análise de quem controla o preço nomento: se os touros ou se os ursos.

Se num título a sua análise mostra que os touros estão em controlo, então compra iniciando uma posição longa. Se noutro título a sua análise mostra que os ursos estão em controlo, então vende iniciando uma posição curta.

O price action pode ser usado em qualquer horizonte temporal: semanal, diário, 4h, 1h, 15 min, etc. A análise é conduzida habitualmente a partir de um gráfico de velas simples, mas também podem ser usados outros tipos de gráficos como o gráfico de barras ou de linhas, embora atualmente não seja tão comum. Neste guia todos os exemplos são apresentados com recurso a gráficos de velas.

Gráfico de velas simples

2. Suporte e Resistência

Os níveis de suporte e resistência mostram as zonas de compra e venda e são uma parte essencial do day trade ou day trading.

Ao contrário dos gráficos de médio e longo prazo, em que os níveis do suporte e resistência ocupam uma localização aproximada através de uma área, na minha estratégia de day trade a localização é exata e corresponde a uma linha. Isto simplifica bastante a análise e evita interpretações subjetivas.

O que se Entende por Suporte e Resistência?

Os níveis de suporte e resistência no day trade dividem o gráfico em linhas de compra e venda.

O suporte é uma linha onde compradores ou touros se encontram, enquanto a resistência é uma linha onde vendedores e ursos se encontram.

Quando o preço atinge a uma linha de suporte existem mais compradores (ou touros) que vendedores (ou ursos) e o preço é sujeito a uma pressão para subir.

Quando o preço atinge uma linha de resistência existem mais vendedores (ou ursos) que compradores (ou touros) e o preço é sujeito a uma pressão para descer.

Onde se Colocam os Níveis de Suporte e Resistência?

As linhas de suporte e resistência principais do day trade ou day trading são colocados em níveis significativos do price action, sendo divididos em dois tipos: primários e secundários.

Os níveis primários são formados pelos máximos e mínimos intradiários.

Os níveis secundários, como vamos ver mais à frente no guia, são usados como confirmação do sinal de entrada para obter um maior nível de confiança e probabilidade na negociação.

Para já, não se irá complicar a estratégia com estes níveis secundários, sendo que numa estratégia de trading mais simples poderão mesmo ser dispensados.

Máximos e Mínimos Intradiários

Os máximos e mínimos intradiários são os níveis primários e mais importantes, e são criados antes do início de cada sessão de trading no gráfico diário. O processo é bastante simples.

O primeiro nível a ser desenhado são as linhas de suporte e resistência correspondentes ao máximo e mínimo intradiário da última sessão. No gráfico diário seguinte da Ebay é marcado a laranja as linhas correspondentes ao máximo e mínimo intradiário da última sessão.

Gráfico diário EBAY - Linhas máximo e mínimo intradiário sessão anterior

O segundo nível a ser desenhado são as linhas de suporte e resistência correspondentes à projeção seguinte do máximo e mínimo intradiários a contar mais dois dias anteriores da sessão a negociar. Este nível é melhor seguido com um exemplo apresentado no gráfico diário seguinte da Ebay, que é marcado a azul.

Gráfico diário EBAY com projeção máximo e mínimo intradiário sessões anteriores

Para não colocar níveis adicionais desnecessários nos gráficos que prejudiquem a leitura, o terceiro nível só é desenhado se o preço romper o nível anterior (segundo nível): Mais uma vez, isto é melhor demonstrado com um exemplo no gráfico seguinte, também marcado a azul.

Gráfico 5 min EBAY - linha de 3.º nível inferior

Vamos agora observar todos os níveis no gráfico intradiário de 5 minutos da Ebay, que é o horizonte temporal usado para estabelecer as configurações de entrada no day trade.

Gráfico 5 min Ebay - Todos os níveis desenhadsa

3. Velas Japonesas

As velas japonesas são um dos tópicos mais discutidos no price action, e por uma boa razão. Permitem antecipar como a maioria dos traders pensam e reagem quando uma linha de suporte ou resistência é atingida.

Por exemplo, quando uma vela de reversão atinge uma linha de suporte depois de uma descida de preço, e se houver confluência de outros fatores como vamos ver mais à frente, existe uma possibilidade do preço reverter de direção e começar a subir.

Gráfico de 5 min AMAT- vela de reversão doji

Por outro lado, quando uma vela de reversão atinge uma linha de resistência depois de uma descida de preço, e se houver confluência de outros fatores como vamos ver mais à frente, existe uma possibilidade do preço reverter de direção e começar a descer.

Gráfico 5 min AMAT - Parão de velas harami

Existem dezenas de padrões de reversão com velas japonesas. No entanto, importa ao trader, apenas reconhecer as velas mais importantes que produzem um sinal de entrada e acontecem uma vez e outra nos gráficos de preços. Aqui não vale a pena complicar muito sendo simplesmente exigido ao trader conhecer os sete padrões de reversão com velas japonesas na versão touro e urso respetivamente.

Muitas dos outros padrões de velas acabam por ser versões complexas dos padrões mais simples.

7 padrões reversão básicos

Importa referir que não basta apenas observar uma vela de reversão num nível de suporte ou resistência. Oxalá o trading fosse assim tão simples.. Muitas vezes estas velas de reversão falham. A vantagem competitiva do trader reside na gestão do risco e estabelecimento do contexto como se vai ver mais à frente, e decidir se nestas zonas se deve iniciar uma posição longa, curta ou manter-se fora do mercado.

4. Gestão do Risco

A gestão do risco é dos fatores mais importantes da estratégia de day trade, e do trade no geral. As principais componentes da gestão do risco são o stop e target, rácio risco:recompensa (R:R) e taxa de sucesso.

A única certeza dos mercados é a incerteza, pelo que importa ao trader controlar o risco, garantindo que os ganhos médios são superiores às perdas médias com uma taxa de sucesso adequada à estratégia empregue.

Eu tive de aprender da pior forma esta lição. Nunca usava stops até que um dia perder mais de 20% da minha conta numa única negociação.

Muitas das plataformas de trading atuais permitem visualizar estas componentes diretamente no gráfico. Isto é útil porque permite visualizar o stop e o target que devem estar localizados em locais lógicos do price action. e ajustar o R:R. No gráfico seguinte apresenta-se um exemplo na plataforma Tradingview para o título da Microsoft (MSFT) com esta ferramenta gráfica.

Gráfico 5 minutos MSFT com ferramenta rácio risco recompensa Tradingview

Equilibrar a taxa de sucesso com o rácio risco/recompensa R:R

Os day traders deverão encontrar um equilíbrio entre a taxa de sucesso e o rácio risco/recompensa R:R. Uma taxa de sucesso alta não significa nada com um R:R baixo, e uma taxa de sucesso baixa não significa nada com um R:R alto.

O R:R mínimo da estratégia de day trade considerada é 2, podendo ser estendida até 3, dependendo de vários fatores do price action. Não são usados R:R menores que 2, pois implicam um taxa de sucesso mais elevada.

No gráfico acima foi considerado um R:R de 2.51 com o risco 0.34% e o target 0.84%.

O stop e target devem ser colocados em locais lógicos do gráfico. Reparar que neste exemplo o stop foi colocado abaixo da linha de resistência tornada suporte do máximo intradiário do dia anterior (linha laranja), e o target foi colocado junto à próxima resistência diária (linha azul).

Risco de negociação em excesso

Outro risco não tão falado como o anterior, é a negociação em excesso. Isto acontece principalmente quando um trader começa a perder inicialmente na sessão, e depois tenta recuperar ao longo do dia. O resultado são o raciocínio e lógica afetados levando ao desastre.

Para evitar o risco de excesso negocial, uma boa tática é limitar as perdas diárias com o mesmo valor do objetivo diário de lucro, que na estratégia deste guia é considerado +2R.

Por exemplo, se o trader perder nas duas primeiras encerra a sessão de trading do dia pois já acumulou +2R de prejuízo, e considerando um risco de +1R por posição.

A negociação em excesso quando se está a ganhar também acontece. Para evitar este risco, e reduzir ou perder os lucros acumulados de uma boa sessão, o trader deverá parar de negociar quando o lucro acumulado diário atingir +4R. Isto equivale a duas vezes o objetivo diário, e uma excelente performance na bolsa de valores.

5. Contexto

Considero o estabelecimento do contexto um dos aspetos mais importantes do day trade e do trading no geral, pois permite ao trader determinar qual a direção certa para iniciar uma posição no mercado, se os restantes pontos confluírem numa configuração de price action.

Existem muitas formas de determinar o contexto, sendo que neste guia vou apresentar as seguintes ferramentas: gráficos de preços com horizontes temporais diferentes, suporte e resistência, linhas de tendência e médias móveis.

Observar a localização do preço em relação à média móvel de 200 dias no gráfico diário

A única média móvel que uso é a de 200 dias. Esta média móvel é a mais seguida por traders e investidores e pode ser usada de três formas no day trade, tanto no gráfico diário como de 5 minutos.

Gráfico 5 minutos Microsoft - Relação do preço com a média móvel de 200 dias

A primeira forma é estabelecer o sentimento geral do mercado. Se o preço estiver acima da média móvel, o sentimento é touro. Se estiver abaixo da média móvel, o sentimento é urso.

A segunda forma é estabelecer como suporte ou resistência. É incrível como o preço rejeita muitas vezes este nível, tendo o trader de ter especial atenção quando o preço de aproxima da média móvel de 200 dais.

A terceira forma é como íman. Quando o preço se afasta mais da média móvel, é de esperar que mais cedo ou mais tarde, e dependendo da força da tendência, que retome à média móvel, pelo que nesta situação os traders devem ter especial atenção de iniciar uma posição no sentido contrário da média móvel.

Desenhar as linhas de suporte e resistência mais significativas do gráfico diário

No ponto 2 foram desenhadas as linhas de suporte e resistência com as projeções dos máximos e mínimos diários. Algumas destas linhas são mais significativas do que outras, nomeadamente quando existe confluência entre o gráfico de curto prazo e longo prazo, onde os day traders se encontram com os investidores de médio e longo prazo.

Estes níveis de suporte e resistência são escolhidos a partir dos níveis anteriores no gráfico diário. Quando o preço se aproxima destes níveis diários, tem mais significância do que os restantes níveis, podendo aumentar a volatilidade do título em relação ao normal.

Gráfico diário INTC - Linhas de suporte e resistência mais significativas

Desenhar as linhas de tendência no gráfico diário e de 30 minutos

Uma linha de tendência é desenhada quando dois ou mais máximos ou mínimos diários se alinham. O preço tende a respeitar estas linhas até ser confirmada a mudança de tendência.

O gráfico diário dá a tendência de médio-prazo, e o gráfico de 30 minutos a tendência de curto-prazo. Se as duas tendências forem na mesma direção, o sinal é mais forte.

Gráfico 30 minutos INTC - Linhas de suporte e resistência

Existem várias formas de confirmar a mudança de tendência, sendo que neste guia uso os pontos altos e baixos do gráfico, também conhecidos como swings.

Uma mudança de direção de tendência de descida para subida é confirmada quando existem dois altos mais altos consecutivos.

Uma mudança de direção de tendência de subida para descida é confirmada quando existem dois baixos mais baixos consecutivos.

Importa referir, no entanto, que para o day trade, a tendência no gráfico de 30 minutos é quase sempre mais importante que a tendência no gráfico diário.

Determinar a direção mais favorável do preço para a sessão

Com base na análise e confluência dos pontos anteriores, é possível determinar qual a direção provável do preço sobre o qual vamos abrir uma potencial posição. Num mercado touro, só se iniciam posições longas, num mercado urso só se iniciam posições curtas, e num mercado neutro aguardar por clarificação do price action para estabelecer a direção ou simplesmente não negociar.

Analisar e estabelecer a posição no gráfico de cinco minutos

Finalmente chegámos à última etapa na sala de negociação com o gráfico de 5 minutos. É neste gráfico que se estabelece a entrada, o stop e o target, e se determina se uma posição tem hipóteses de ser bem sucedida com um R:R entre 2 e 3.

O stop é colocado uns pontos acima ou abaixo da vela de reversão e o target deverá estar localizado num local lógico no gráfico livre de suporte ou resistência significativos entre a entrada e o target.

6. Portfólio

Finalmente chegámos ao último ponto deste guia de day trade, que é escolher as ações ou títulos a negociar. Este ponto é tão importante como os restantes aspetos do guia.

Seja qual for o método de seleção a empregar, existem dois critérios obrigatórios quando se escolhe um titulo para o day trade:

  1. Elevada liquidez para sair e entrar no mercado rapidamente com pouca diferença entre os valores de compra e venda.
  2. Volatilidade do gráfico de preços.

Depois de reunidas estas duas condições, existem três métodos que days traders podem usar em função da sua preferência pessoal ou eficácia, cada método com as suas vantagens e desvantagens:

  1. Usar sempre o mesmo título para negociar. (Exemplo: índice Nasdaq através do ETF QQQ ou uma ação como a AMD ou EBAY).
  2. Selecionar uma carteira de quatro a seis títulos, e negociar a mesma quando suirjir uma configuração de price action. (Exemplo: ORCL, AMAT, INTC e QQQ.)
  3. Antes de cada sessão, fazer uma pesquisa das ações que estão a i) negociar em alta ou baixa no pré mercado formando um gap (Exemplo: maior que 4% ou menor que -4%) ou ii) ou têm um volume relativo superior ao habitual (Exemplo: cinco vezes mais do volume normal).

As Dicas de Investimento do Livro Visual Guide to Elliott Wave Trading

Neste artigo apresento as dicas de investimento e pontos chave gerais do livro Visual Guide to Elliott Wave Trading de Waine Gorman e Jeffrey Kennedy para a negociação na bolsa de valores. Embora este livro tenha como principal finalidade mostrar a estratégia para as Ondas de Elliott, transmite, no entanto, informações úteis quando aplicadas à análise técnica no geral que podem ajudar o trader no investimento da bolsa.

Pontos-chave gerais:

  • A análise [dos mercados] é a mestria da observação, enquanto o trading de sucesso é a mestria do próprio.
  • Saber quando está errado numa negociação é tão importante quanto saber quando está certo.
  • Pergunte sempre primeiro, “Vejo algum padrão que reconheço?”
  • Quanto maior o arremesso final do preço, maior é a violência da reversão.
  • Uma negociação de sucesso é feita de três ingredientes – a psicologia do trader (60%), gestão do risco (30%), e técnica (só 10%).

Dicas de investimento:

  • Deixe o mercado comprometer-se consigo antes de comprometer-se com o mercado.
  • O aguardar da confirmação do price action permite usar uma abordagem baseada na evidência com foco em configurações de grande confiança.
  • A psicologia do indivíduo é a chave para se tornar um trader de sucesso consistente.
  • Negociações que oferecem menos do que um rácio risco:recompensa 3 devem ser evitadas.
  • O trading de sucesso requer uma metodologia e a disciplina para seguir a metodologia.
  • Mantenha expetativas realistas. Por exemplo, o objetivo de cada trader no primeiro ano deverá ser não perder dinheiro. Por outras palavras, almeje 0% de retorno no seu primeiro ano.
  • Lembre-se das três fases da gestão do risco durante uma negociação: (2) diminuir o risco, (2) eliminar o risco e (3) proteger lucros.
  • Muitas vezes a direção de uma negociação está correta mas não tempo. Isto reuqer paciência e perserverança. Às vezes tenho de negociar um cenário duas a três vezes antes de acertar o tempo certo.
  • A prática de colocar uma ordem um pontos acima ou abaixo de um nível significativo pode prevenir entrar numa posição prematuramente.
  • Ter cenários simultâneos de compra e venda prepara-o para se adaptar ao ambiente em mudança do mercado, que por sua vez permite tirar vantagem das oportunidades de trading que os mercados financeiros oferecem.
  • Durante uma tendência, o declínio (ou avanço) total nunca é tão largo como a soma dos declínios (ou avanços) individuais. Para maximizar ganhos, poderá entrar dentro e fora de posições para tirar vantagem dos movimentos de contra tendência.
  • Um plano de trading eficaz inclui um ponto de entrada seletivo, um stop protetivo, um preço target, um rário risco:recompensa favorável e uma contagem alternativa de ondas.
  • Para contrabalançar o risco de entrar numa negociação muito cedo, tome uma posição mais pequena.

Teoria das Ondas de Elliott: Guia de Iniciação

Mapa mental Ondas de Elliott

Já pensou se existiria algum método ou estratégia de trading que o ajudasse a prever o futuro movimento dos preços?

Pois bem, a Teoria das Ondas de Elliott pretende responder a esta pergunta através da modelação do price action ou gráficos de preços. O objetivo é prever com um bom nível de precisão para onde o preço se dirige no longo, médio e curto prazo: se para cima, para baixo ou para os lados.

Este guia de iniciação introduz os princípios essenciais da Teoria das Ondas de Elliott onde irá aprender tudo o que precisa para começar a praticar esta teoria em gráficos reais. O princípio aplica-se a todo o tipo de títulos como ações, moeda (forex), bens e índices. A única condição é haver uma elevada liquidez para as leis de procura e oferta de mercado funcionarem livremente.

Conteúdos

  1. Introdução e breve história
  2. Ciclo das Ondas de Elliott
  3. Personalidade das Ondas de Elliott
  4. Padrões das Ondas de Elliott
  5. Números de Fibonacci
  6. Regras de orientação

1. Introdução e Breve História

O que é a Teoria das Ondas de Elliott?

As Ondas de Elliott referem-se a uma teoria, ou princípio, que investidores e traders costumam adotar na análise técnica, baseando-se na ideia de que os mercados financeiros tendem a repetir padrões específicos em todos os horizontes temporais formando ciclos previsíveis.

A Teoria das Ondas de Elliott sugere que os movimentos do mercado seguem uma sequência natural de ciclos associado à psicologia das massas. Os padrões são criados de acordo com o sentimento do mercado, que alterna entre o touro e urso, ou entre a subida e descida.

Qem Criou a Teoria das Ondas de Elliott?

Ralph Nelson Elliott

O nome da Teoria das Ondas Elliott advém das observações de Ralph Nelson Elliott, um contabilista e autor norte-americado do início do século XX, constando que o mercado não progride de uma forma linear, mas sim com avanços e recuos á semelhança do que acontece com as ondas do mar. No entanto, a popularidade da teoria só aconteceu mais tarde nos anos 70, graças ao trabalho desenvolvido de Robert R. Prechter e A. J. Frost com a publicação do livro Elliott Wave Principle: A Key to Market Behavior.

A criação da teoria foi baseada inicialmente num extenso estudo de dados de mercado realizado por R. N. Elliott, com foco nos mercados de ações, incluindo pesquisa sistemática que incluiu mais de 75 anos de dados. Hoje em dia a Teoria das Ondas de Elliott é usada em todos os tipos de ativos financeiros como ações, moeda (forex) e mercadorias.

Como uma ferramenta de análise técnica, a Teoria das Ondas de Elliott é usada na tentativa de identificar os ciclos e tendências do mercado não sendo por si só um indicador ou técnica de trading, dando uma perspetiva geral do movimento de preços.

No entanto, não se deve cair na falácia do perfecionismo com esta teoria ou com qualquer outro sistema de trading. Como Precher muito bem afirma no seu trabalho:

Os traders pegam num bom sistema e destroem-no ao tentar torna-lo num sistema perfeito.

2. Análise do Ciclo das Ondas de Elliott

Num mercado que está a subir ou descer, Elliott afirma que os preços se movem num padrão de 5-3, existindo dois tipos de onda:

  1. O primeiro padrão é chamado de impulso (movendo-se na direção da tendência dominante) .
  2. O segundo padrão é chamado de correção (movendo-se contra a tendência dominante).

Ciclo Completo das Ondas de Elliott

Padrão Impulsivo de 5 Ondas

No caso de um título com tendência de subida ou touro, a estrutura com a sequência básica do padrão de 5 ondas é a seguinte:

  • As ondas 1, 3 e 5 são impulsivas.
  • As ondas 3 e 4 são corretivas.

O padrão de 5 ondas é marcado com os números 1, 2, 3, 4 e 5. Se a tendência for de descida ou touro verifica-se o inverso.

Padrão Corretivo Básico de 3 Ondas

O que acontece quando acaba o padrão de 5 ondas?

Depois do preço avançar numa direção com um padrão de 5 ondas, entra numa sequência corretiva. Se o mercado estiver a subir a correção é assinalada com o preço a descer.

O padrão básico corretivo é uma sequência de 3 ondas, neste caso marcado com as letras a, b e c.

O Ciclo Completo de 8 ondas (5+3)

Se juntarmos o padrão básico de 5 ondas com o padrão corretivo básico de 3 ondas temos um ciclo completo das Ondas de Elliott, que consiste me 8 ondas.

As 3 Regras Fundamentais do Padrão Impulsivo

O padrão básico de 5 ondas têm 3 regras específicas de acordo com Elliott:

  1. A onda 2 não deve retrair mais de 100% da onda 1.
  2. A onda 3 não deve ser a onda impulsiva mais pequena.
  3. A onda 4 não deve sobrepor-se à onda 1.

Se alguma desta regras for transgredida deve-se começar novamente a contagem.

3 Regras Fundamentais do Padrão Impulsivo

As Ondas de Elliott e os Fractais

Os fractais são estruturas que podem ser divididas em partes que replicam uma cópia da parte maior. Exemplos de fractais encontram-se por toda a natureza.

Fractais Natureza

As Ondas de Elliott são na sua essência consideradas fractais porque se dividem em estruturas mais pequenas e idênticas à estrutura maior, divididas em ciclos que correspondem a horizontes temporais diferentes.

Fractais nas Ondas de Elliott

Cada ciclo tem um nome e numeração específicos:

  • Grande superciclo: ((I)) ((II)) ((III)) ((IV)) ((V)) ((a)) ((b)) ((c))
  • Superciclo: (I) (II) (III) (IV) (V) (a) (b) (c)
  • Ciclo: I II III IV V a b c
  • Primário: ((1)) ((2)) ((3)) ((4)) ((5)) ((A)) ((B)) ((C))
  • Intermediário: (1) (2) (3) (4) (5) (A) (B) (C)
  • Menor: 1 2 3 4 5 A B C
  • Minuto: ((i)) ((ii)) ((iii)) ((iv)) ((v)) ((a)) ((b)) ((c))
  • Minueto: (i) (ii) (iii) (iv) (v) (a) (b) (c)
  • Subminueto; i ii iii iv v a b c

O mais importante não é o analista das Ondas de Elliott acertar no nome do ciclo, mas diferenciar entre os diferentes ciclos mesmo que a numeração do ciclo correspondente não esteja correta.

3. Personalidade das Ondas de Elliott

A personalidade das Ondas de Elliott reflete a psicologia das massas a atuar no mercado, criando as estruturas que observamos nos gráficos de preços e que fluem do otimismo para o pessimismo e vice-versa. Esta personalidade é verificada em todos os horizontes temporais.

Onda 1 (Impulsiva)

A primeira onda divide-se em 5 ondas mais pequenas. Pode ser lenta e contínua, convencendo traders e investidores que se trata de uma correção normal e de que a tendência anterior ainda está ativa. mas também pode ser acentuada e decisiva surpreendendo traders e investidores com a velocidade com que mudou de direção.

Onda 2 (Corretiva)

A segunda onda divide-se em 3 ondas mais pequenas e normalmente é acentuada e profunda, retraindo grande parte da primeira onda. Durante a segunda onda, muitos traders e investidores estão ainda convencidos de que a tendência anterior ainda está ativa. Se a primeira onda for muito acentuada e rápida pode conduzir a uma segunda onda baixa.

A segunda onda nunca pode retrair mais do que 100% da primeira onda. Se os preços forem para além do início da primeira onda, é sinal de que o analista das Ondas de Elliott está errado.

Onda 3 (Impulsiva)

A terceira onda divide-se em 5 ondas mais pequenas e é tipicamente a onda maior e mais poderosa. Ocorre com grande volume à medida que a participação das massas entra com a observação de que está em curso uma nova tendência.

A onda 3 não pode ser o impulso mais curto e é a onda mais apta a estender.

Onda 4 (Corretiva)

A quarta onda divide-se em 3 onda mais pequenas e envolve muitas vezes movimentos complexos, oscilando para os lados e que leva muitas à frustração de touros como ursos a tentar descobrir o próximo movimento dos preços.

Onda 5 (Impulsiva)

A quinta onda divide-se em 5 ondas mais pequenas e corresponde à fase de distribuição num mercado touro e acumulação num mercado urso. A onda 5 pode ser lenta e extensa à medida que o preço chega ao topo ou fundo, ou pode ser rápida sinalizando a exaustão.

Onda A (Impulsiva ou Corretiva)

A onda A divide-se em 5 ou 3 ondas, consoante é impulsiva ou corretiva, e tem a mesma personalidade da onda 1. É geralmente lenta na medida em que traders e investidores ainda estão convencidos que a tendência anterior enc0ntra-se válida, mas também pode ser rápida e acentuada se onda anterior (quinta onda) for estendida.

Onda B (Corretiva)

A onda B divide-se em 3 ondas e tem as mesmas características da onda 2. É um período de consolidação com o combate entre touros e ursos. Pode-se desenvolver numa onda com uma estrutura bastante complexa, complicando a vida a muitos traders e investidores pelo caminho.

Onda C (Impulsiva)

A onda C divide-se em 5 ondas sendo muito importante na Teoria das Ondas de Elliott, sendo a última onda do ciclo completo de oito ondas. A onda C é sempre impulsiva e é geralmente mais acentuada e rápida que as ondas A ou B.

De seguida é mostrado o gráfico mensal da Cisco (CSCO) com o exemplo da personalidade das Ondas de Elliott para um ciclo completo de oito ondas. De notar que a terceira onda marcada a (III) azul, e como vamos ver mais à frente, é a onda maior e estendida.

CSCO - Ciclo Completo de Oito Ondas

4. Padrões das Ondas de Elliott

Os padrões das Ondas de Elliott são uma das ferramentas de análise essenciais a esta teoria, e sem qual os restantes elementos não funcionam.

Existem 8 padrões no total:

  1. Impulso
  2. Diagonal Inicial
  3. Diagonal Final
  4. Correção Zigzag
  5. Correção Plana Regular
  6. Correção Plana Irregular
  7. Correção Complexa
  8. Triângulo

Na figura seguinte encontra-se a localização dos padrões no ciclo completo das Ondas de Elliott. O gráfico apresentado é para um mercado touro, invertendo-se o processo num mercado urso.

Padrões das Ondas de Elliott no Ciclo Completo

A localização dos padrões por onda é a seguinte:

  • Onda 1: Impulso, Diagonal Inicial.
  • Onda 2, 4 e B: Correção Zigzag, Correção Plana Regular, Correção Plana Irregular, Correção Complexa, Triângulo (este último padrão apenas aparece na onda 4, B ou penúltima onda de uma correção complexa).
  • Onda 3. Impulso.
  • Onda 5 e C: Impulso, Diagonal Final.
  • Onda A: Impulso, Diagonal inicial, Correção Plana Regular e Correção Plana Irregular.

Padrões Impulso, Diagonal Inicial e Diagonal Final

Os padrões de impulso, diagonal inicial (DI) e diagonal final (DF) são observados quando o preço está a avançar numa direção de subida ou descida formando uma tendência. A principal diferença reside no facto de no primeiro caso (Impulso) as ondas 1 e 4 nunca se podem sobrepor e no segundo e terceiros casos (DI e DF) as ondas 1 e 4 têm obrigatoriamente de sobrepor-se.

Verificando agora a distinção entre os padrões DI e DF, no primeiro padrão as ondas 1, 3, 5 têm 5 ondas internas enquanto no segundo padrão têm 3 ondas internas. Ambas as ondas 2 e 4 na DI e DF são idênticas com três ondas.

O padrão impulso tem uma estrutura interna 5-3-5-3-5, o padrão DI tem a estrutura interna 5-3-5-3-5 e o padrão DF a estrutura interna 3-3-3-3-3.

Padrões Impulso e Diagonal

Padrões Corretivos

Existem quatro tipos principais de padrões corretivos: Correções planas regular e irregular, correção zigzag e triângulo. Se o impulso e diagonais significam que o preço está a avançar numa direção de subida ou descida, as correções significam que existe uma pausa ou consolidação no mercado, podendo após a consolidação o preço continuar com a tendência anterior ou reverter de tendência.

Correções Zigzag, Plana regular e Irregular, Triângulo

Padrões Correção Plana Regular e Correção Plana Irregular

As correções planas regular e irregular (ABC) têm uma estrutura interna 3-3-3. O que diferencia estes dois tipos de padrões é o facto da onda B na correção regular não poder ultrapassar o início da onda A, enquanto na correção irregular a onda B ultrapassa obrigatoriamente o início da onda B. De referir que na correção plana, o final da onda B está ao nível ou ligeiramente deslocado do início da onda A.

Correção Zigzag

A correção zigzag (ABC) é o padrão mais simples e tem uma estrutura interna 5-3-5. Observa-se quando a onda B termina um pouco mais abaixo do início da onda A.

Triângulo

O triângulo (ABCDE) é um tipo especial de correção que só pode ser observado em posições exatas no ciclo das Ondas de Elliott. Tem uma estrutura interna 3-3-3-3-3 em que os pontos (B)-(D) e A-C-E são ligados por uma linha formando um triângulo. É de referir que um padrão no gráfico de preços que forme um triângulo, mas não tem a estrutura interna 3-3-3-3-3, não pode ser considerado um triângulo na teoria das Ondas de Elliott.

Correção Complexa

Este é o padrão mais difícil das Ondas de Elliot e que frusta muitos traders. É muito difícil negociar com este tipo de padrão em que touros e ursos combatem ferozmente.

Correção Complexa

A correção complexa pode ser dupla com uma estrutura (WXY) ou tripla com uma estrutura (WXYXZ). As ondas (W), (Y), (Z) e (X) podem ter qualquer correção plana, irregular ou zigzag. A última onda (X) de cada combinação também pode conter um triângulo.

5. Números de Fibonacci nas Ondas de Elliott

Os números de Fibonacci são muito importantes na Teoria das Ondas de Elliott. Todas as estimativas de extensão e retração das ondas, previsão de targets e cálculos do stop são apoiados nestes números

Muito se tem escrito sobre Fibonacci e a sua origem no trading, pelo que neste guia importa apenas referir os principais rácios que servem de apoio ao analista das Ondas de Elliott.

Os rácios mais utilizados nas retrações/correções são 23.6%, 38.2%, 50%, 61.8%, 78.6% e 100%. Especial importância é dada ao rácio 61.8% conhecido como o rácio dourado.

Os rácios mais utilizados nas extensões/projeções são 38.2%, 61.8%, 100%, 138.2%, 161.8%, 200%, 261.8%, 323.6% e 423.6%.

Cálculo das Ondas com Fibonacci

Os cálculos das ondas com os rácios de Fibonacci são utilizados nas retrações/correções e extensões/projeções. As retrações são as correções ocorridas após cada impulso e calculadas paras as ondas (2), (4) e (B). As extensões são as projeções após cada correção e calculadas para as ondas (3), (5) e (C).

Exemplo de Padrão Impulsivo

Na figura abaixo é apresentado um exemplo com os rácios de Fibonacci para um padrão impulsivo.

  • A onda (1) é a única no impulso que não tem qualquer cálculo. Tem de se aguardar pelo inicio da onda seguinte.
  • A onda (2) retrai normalmente entre 38% e 61% da onda (1), não existindo limite mínimo. O número de 61% é muito importante, porque é muitas vezes onde se inicia uma posição, permitindo obter um bom rácio risco/recompensa.
  • A onda (3) é geralmente a onda mais longa e estende entre 100% a 161% da distância media entre (0) e (3). A extensão tem limite mínimo 100%, e se tiver mais de 161% a onda (3) é considerada estendida.
  • A onda (4) retrai normalmente entre 23% e 38%, não existindo limite mínimo.
  • A onda (5) estende habitualmente entre 38% e 61%. Tem como limite mínimo 38% e se for mais de 61% a onda (5) é considerada estendida.

Números de Fibonacci nas Correções e Extensões do Padrão Impulsivo

Exemplo de Padrão Corretivo

Na figura abaixo é apresentado um exemplo com os rácios de Fibonacci para um padrão corretivo.

  • A onda (A) é a única no impulso que não tem qualquer cálculo. Tem de se aguardar pelo inicio da onda seguinte.
  • A onda (B) retrai normalmente entre 38% a 61% da onda (A). Se a onda (ABC) tiver um padrão da correção plana regular com estrutura 3-3-5 retrai aproximadamente 100% não podendo exceder este número. Se onda (ABC) tiver um padrão da correção plana irregular com estrutura 3-3-5 retrai mais de 100%. Se a onda (ABC) tiver um padrão da correção zigzag com estrutura 5-3-5 retrai menos de 100%. Não existe limite mínimo para a correção da onda (B)
  • A onda (C) estende habitualmente entre 100 e 123% tendo com limite mínimo 61%. Finaliza após a onda (A) na correção zigzag 3-3-5 e pode finalizar antes ou depois da onda (A) na correção plana regular ou irregular 3-3-5. Não existe limite máximo para a extenso da onda (C).

Números de Fibonacci nas Correções e Extensões do Padrão Corretivo

6. Regras de Orientação nas Ondas de Elliott

Uma regra de orientação na Teoria das Ondas de Elliott não deve ser vista como algo rígido que não pode ser quebrado, mas sim como uma tendência com boas probabilidades de ocorrer, e que pode ajudar o analista a entender melhor as ondas e o comportamento do título ou mercado.

Regra da alternância

A regra da alternância diz que deverá ocorrer alternância entre as ondas 2 e 4, significando isto que as ondas 2 e 4 deverão ser diferentes no maior número de formas possível ao nível do preço, tempo e padrão.

Preço: a onda 2 quando comparada com a onda 4 deverá ter uma menor ou maior variação de preço.

Tempo: a onda 2 quando comparada com a onda 4 deverá levar menor ou maior tempo a completar.

Padrão: a onda 2 quando comparada com a onda 4 deverá ter um padrão diferente.

Se a onda 2 é uma correção zigzag, é de esperar a onda 4 como uma correção plana, complexa ou triangular, mas não correção zigzag.

Se a onda 2 é uma correção complexa, é de esperar a onda 4 como uma correção plana, zigzag ou triangular, mas não correção complexa.

Regra da alternância nas ondas 2 e 4 de um impulso

Regra da extensão

Quando se observa um impulso, pelo menos uma das ondas impulsivas 1, 3 ou 5 deve ser maior que que as restantes. Esta onda impulsiva maior é considerada a estendida. Se por exemplo, num impulso as ondas 1 e 3 forem regulares, é de esperar uma onda 5 estendida.

Deve-se ter em atenção para no caso de uma onda estendida serem percorridas grandes distâncias de preço com pequenas correções, o que pode causar dificuldade em projetar o final da onda.

Regra da extensão nas ondas 1, 3 e 5 de um impulso

Regra de Igualdade

A regra de Igualdade diz que duas sub-ondas impulsivas numa onda impulsiva maior tendem a ser iguais.

Isso significa, por exemplo, se a onda 3 de uma de um impulso for estendida, as ondas 5 e 1 serão aproximadamente iguais.

Regra do canal

A regra do canal é uma técnica para projetar o fim potencial das ondas dentro dos impulsos e das correções. Elliott observou que o padrão gráfico de canal geralmente marca os limites do preço entre as linhas de suporte e resistência por vezes de uma forma muito precisa.

Existem três formas de usar os canais para projetar o fim das ondas, podendo ser usada para projetar as extremidades das ondas 3, 4 e 5.

Projetar o final da onda 3: desenhe uma linha de tendência do início da onda 1 até o final da onda 2 e projete uma linha paralela do final da onda 1. A onda 3 terá uma boa probabilidade de terminar nesta projeção.

Projetar o final da onda 4: desenhe uma linha de tendência do início da onda 2 até o final da onda 3. Projete uma linha paralela no final da onda 2. A onda 4 terá uma boa probabilidade de terminar nesta projeção.

Projetar o final da onda 5: desenhe uma linha de tendência do início da onda 3 até ao final da onda 4. Projete uma linha paralela no final da onda 3. A onda 5 terá uma boa probabilidade de terminar nesta projeção.

Regra do canal para projeção das ondas 3, 4 e 5

Como Usar Pontos de Pivô no Day Trading

Os pontos de pivô são um indicador técnico mais frequentemente usados por day traders. São constituídos por linhas de suporte e resistência desenhadas no gráfico de preços a partir dos dados do período anterior.

Por exemplo, no gráfico intradiário de cinco minutos são utilizados os valores mínimo, máximo e de fecho da sessão do dia anterior para o cálculo dos pontos de pivô P, R1, R2, R3 e S1, S2 e S3 e assim por diante. Estes pontos formam as áreas de suporte e resistência que podem ser usadas para apoio na entrada ou saída de uma posição em conjunto com a leitura dos níveis de suporte e resistência regulares a partir do price action.

Não precisa de estar preocupado em fazer o cálculo destes pontos, pois a generalidade dos softwares de trading já têm este indicador incorporado.

Na figura seguinte encontra-se um exemplo de como pode ser usada esta ferramenta de day trading na plataforma Tradingview. no gráfico diário de cinco minutos da INTC.

Como Usar o Trailing Stop no Day Trading

O trailing stop é um tipo de ordem stop-loss que combina elementos da gestão do risco com a gestão da posição. O seu objetivo é proteger os lucros ou garantir o break even de uma posição. Pode ser implementado manualmente ou automaticamente através de uma ordem na corretora.

Garantir o break even

Começando pelo exemplo de garantir o break even numa posição que tem aberta, e que está andar na posição pretendida com lucro.

Imagine que tem um rácio risco:recompensa de 1:2,5 para as suas posições. Logo que o preço atinge 1,5x o risco dá uma ordem stop automática para vender ou comprar o título ao preço comprou ou vendeu consoante trate-se de uma posição longa ou curta respetivamente. Deverá descontar o valor da comissão se quer refletir os custos da operação (comissões, etc,).

Isto significa que se o preço reverter para a sua entrada fechará a posição com um resultado nulo, tendo protegido a mesma.

Garantir o lucro

Imagine agora que o preço atinge o seu objetivo de 2,5x o risco. Percebe-se que o mercado pode continuar na direção pretendida e obter um maior lucro do que o esperado inicialmente.

Neste caso, em vez de fechar a posição em 2,5x o risco, dá uma ordem stop automática para vender ou comprar o título com o preço de 1,5x o risco, garantido que pelo menos realiza este lucro.

Suponha agora que o preço continua a seguir na direção pretendida atingindo 3,5x o risco. Sobe a ordem stop para 2,5x o risco, estando desta forma este lucro.

Poderá continuar este processo com o trailing stop até ser parado e sair da sua posição.

O trailing stop permite otimizar a sua posição após a entrada na mesma, de forma a conseguir obter maiores lucros de uma negociação, ou quanto muito terminar com um resultado zero em break even.

Tipos de Mercado em Função da Volatilidade e da Tendência

Neste artigo é apresentada uma proposta de tipologia para os mercados considerando as combinações da volatilidade (elevada e normal) e da tendência (touro, urso e canal) do título.

O título exemplificado é a INTC. Considera-se um mercado volátil quando a variação diária do preço (diferença entre o máximo e mínimo) é superior a 2,5%. Se esta variação for igual ou inferior a 2,5% é considerado um mercado normal.

Conhecer o tipo de mercado é vital para a aplicação da estratégia a aplicar. A estratégia inclui entre outros a gestão do dinheiro com a definição do tamanho da posição, entrada e saída e o tipo de padrões gráficos de negociação a usar.

Touro normal

Mercado touro normal

Touro volátil

Mercado touro volátil

Urso normal

Mercado urso normal

Urso volátil

Mercado Urso Volátil

Canal normal

Mercado canal normal

Canal volátil

Mercado canal volátil

Retrações e extensões de Fibonacci

As retrações e extensões de Fibonacci são muito utilizadas pelos traders, pois os preços tendem a reverter e a alcançar determinados níveis.

Estes níveis são mais eficazes se usados em conjunto com os níveis de suporte e resistência. No entanto na ausência de suporte ou resistência podem ser usados sozinhos.

Na figura seguinte é apresentado um exemplo das retrações e extensões de Fibonacci para um mercado volátil touro no gráfico intradiário de cinco minutos da INTC.

Retarções Extensões de Fibonacci para um Mercado Touro

Na figura seguinte é apresentado um exemplo das retrações e extensões de Fibonacci para um mercado volátil urso no gráfico intradiário de cinco minutos da INTC.

Retarções Extensões de Fibonacci para um Mercado Urso

Os diferentes tipos de traders em função do prazo de investimento

Existem vários tipos de traders de acordo com a sua abordagem aos mercados, e consoante são mais ou menos ativos, tanto a nível de acompanhamentos dos mercados como do número de negociações.

Existem várias terminologias conhecidas para os tipos de traders, sendo que neste artigo descrevo os quatro tipos mais comuns: scalp traders, day traders, swing traders e position traders.

Scalping traders

Os scalping traders negoceiam intra diariamente fazendo dezenas ou centenas de negociações num dia e retirando pequenos lucros. Uma posição aberta pode durar de segundos a minutos. Grande parte dos scalpers usam a alavancagem para aumentar a sua exposição a pequenos movimentos de preços.

Day traders

Os day traders também negociam intra diariamente comparando e vendendo títulos no mesmo dia. A diferença entre os scalpers e os day traders é que estes últimos mantêm as posições abertas desde minutos a horas para apanhar maiores movimentos de preços. Um day trader faz tipicamente entre uma a cinco negociações num dia e também pode usar a alavancagem para exponenciar os seus resultados.

Swing traders

Os swing traders tentam capturar grandes movimentos de preço, mantendo um título de vários dias a semanas. O potencial de retorno não é tão grande como nos casos anteriores e podem fazer entre uma a cinco negociações por semana. Se recorrerem à alavancagem, esta é habitualmente mais baixa que nos casos anteriores.

Position traders

Os position traders tentam capturar movimentos de preço a longo prazo, podendo manter uma posição de meses a mesmo anos. Este tipo de traders não está preocupado com o movimento intra diário de preços, investindo individualmente nos títulos que pensam que possam valorizar com o tempo. Pode fazer entre 1 a 10 negociações por ano.

Como Usar um Stop Loss Estratégico em Average Down

Uma vez que uso o average down no day trading, reduzindo o valor de uma posição com várias entradas, ao usar um stop loss nominal com um risco pré-determinado existe uma boa probabilidade de fechar muitas posições prematuramente em prejuízo, que no final podem totalizar uma grande soma.

Por outro lado, se o dia estiver particularmente touro ou urso, e em vez de fechar a posição com um stop loss nominal, aguardar que o mercado esteja mais favorável para sair, isto pode não acontecer resultando num grande prejuízo que pode neutralizar ou mesmo ultrapassar todos os ganhos até então.

Importa encontrar um ponto de equilíbrio, reduzindo o risco nos dias de predominante subida ou descida. Isto é conseguido através de um stop loss estratégico utilizado a partir das 11:30 EST, (opening range do mercado de ações americano). Para tal existem dois momentos cruciais para o fecho da posição: (1) na primeira grande retração a partir das 11:30 EST e (2) no final da sessão ou na abertura do dia seguinte.

De referir que trata-se de uma estratégia avançada com um grande risco, e que deve ser plenamente dominada e testada antes de ser utilizada. Uma vez que não existe um valor nominal atribuído ao risco, requer uma forte intuição e experiência do trader.

1.ª Opção: Fechar a posição na primeira grande retração a partir das 11:30 EST

Se tiver uma posição aberta com duas ou três entradas em average down, o primeiro momento de saída em stop loss deve ser tentado na primeira grande retração a partir das 11:30 EST. Muitos traders que entraram até a esta hora e estão a acompanhar a tendência intra diária, querem realizar lucros e começam a fechar as suas posições. Isto causa uma boa retração que pode ser aproveitada para fechar a posição num local lógico, junto a um nível de suporte/resistência e/ou retração de Fibonacci.

2.ª Opção: Fechar a posição no final da sessão ou na abertura do dia seguinte

O segundo momento de saída em stop loss é no final do dia ou abertura da sessão no dia seguinte. Se fechar a posição na primeira grande retração produz uma média a grande perda, e existe suporte ou resistência significativo que indique uma boa possibilidade do preço inverter no final do dia ou na abertura da sessão seguinte, então pode optar-se por este stop loss estratégico. Fecha-se a posição no final da sessão se conseguir realizar lucro, caso contrário fecha-se na abertura da sessão seguinte durante os primeiros 15 minutos.

Conclusão

Existem muitos traders que não aconselham a negociação em average down, ao perseguir um título cujo preço está a ir contra nós. Segundo estes o risco deve estar sempre pré-determinado antes de se iniciar uma nova posição. Por outro lado, o uso do average down com um stop loss estratégico permite gerir por vezes uma posição que estava perdida a partida, e conseguir o breakeven ou mesmo um lucro interessante. Como em qualquer estratégia, deve ser feito testada primeiro em backtesting e numa conta de simulação.

Como fazer backtesting para testar uma estratégia

O backesting é uma técnica avançada de trading, consistindo no teste duma estratégia em dados históricos de um título. Pretende-se deste modo estudar e melhorar a viabilidade de uma determinada estratégia.

Neste artigo, a título de exemplo, vou fazer o backtesting de uma estratégia de day trading contra tendência (reversão) de cinco dias de negociação, recorrendo ao average down.

A estratégia empregue utiliza por ordem de importância as ferramentas:

Dia 1

O preço avançou em direção de queda logo após a abertura, tendo entrado em posição longa na primeira vela de cinco minutos junto ao suporte diário 59.40. O preço continuou a descer e entrei em average down numa posição longa junto à resistência da MA 200, na primeira vela a fazer um alto superior a 58.50. Fechei mais tarde, já perto do final da sessão a posição na retração de Fibo 0.618 a 59.30 com ganho.

A melhorar: podia ter aguardado a saída mais próxima da resistência diária 59.40. Entre os 1) níveis de suporte e resistência e as 2) retrações de Fibonacci geralmente prevalecem os primeiros.

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Dia 2

O preço avançou em direção de queda, tendo iniciado posição longa na segunda vela de cinco minutos junto ao suporte de pré-abertura 59.39. O título continuou em queda tendo reforçado a posição longa em average down na primeira vela a fazer um alto superior junto à MA 200 a 58.70. Mais tarde fechei a posição em lucro junto ao suporte de pré-abertura feito resistência a 59.39.

A melhorar: a segunda entrada estava já perto do suporte diário 58.38, pelo que deveria ter aguardado este nível para a entrada. Entre os 1) níveis de suporte e resistência diários ou intradiários e as 2) média móvel de 200 dias geralmente prevalecem os primeiros.

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Dia 3

O título abre forte em subida e iniciei posição curta em resistência diária 60.20. O preço continuou a subir e reforcei a posição curta na primeira vela a fazer um baixo inferior junto à resistência diária 62.13. O modo conservativo de fechar a posição é no próprio dia a seguir à retração Fibo 0.786 na primeira vela a fazer um alto superior a 61.40, resultando numa pequena perda. O modo agressivo de fechar a posição, e também mais arriscado, é permanecer com a posição aberta durante a noite. Neste último caso caso terminaria com um bom lucro visto que o título desceu no dia seguinte, mas poderia perfeitamente ter acontecido o contrário, com o aumento do prejuízo face a fechar a posição no dia anterior.

A melhorar: nada a observar.

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Dia 4

A sessão abriu em forte queda iniciando posição longa na primeira vela a fazer um alto superior junto ao suporte MA 200 a 60.20. Mais tarde reforcei a posição longa no suporte de número redondo 60.00. A posição foi encerrada com ganho no final da sessão a 60.40 junto á resistência intradiária e MA 200.

A melhorar: nada a observar.

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Dia 5

O título iniciou a sessão a subir fechando parcialmente o gap entre as duas sessões. Iniciei posição curta na primeira vela de cinco minutos junto à resistência diária 59.31 e encerrei a posição com um bom ganho depois do suporte diário 58.26, e após uma vela fazer um alto superior a 57.80.

A melhorar: nada a observar.

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