Melhores Trades no Price Action – Brooks (2012)

Os melhores trades e setups seguintes são baseados no trabalho de Al Brooks como publicado na trilogia de livros Operando Price Action de 2012.

Muitos dos exemplos são para posições longas ou de compra. Aplica-se o inverso para posições curtas ou de venda.

Reversões na abertura:

  • Fazer swing para uma recompensa mínima de 2x risco: probabilidade de sucesso é de 50% a 60%.
  • Fazer scalp para uma recompensa mínima igual ao risco (1x risco): probabilidade de sucesso é de 60% a 70%.

Setups fortes, onde a recompensa é de pelo menos o 2x risco com uma probabilidade de sucesso de 50% a 60%:

  • Reversão de tendência maior, a seguir a um rompimento forte da linha de tendência, esperar o resumo da tendência falhar no teste do extremo: a barra de reversão que serve de sinal deverá ser forte. Depois de uma tendência urso, procure uma mínima alta, um duplo fundo ou uma mínima baixa.
  • Reversão de bandeira final falhada depois de um swing de baixa numa lateralidade ou canal fraco.
  • Comprar terceiro ou quarto impulso de baixa num canal amplo de baixa (tendência em escadas).
  • Comprar no canal quando o dia é de impulso e canal de alta.
  • Comprar o rompimento numa lateralidade em tendência de baixa quando o preço atinge um target de movimento medido e está a enfraquecer.
  • Comprar uma retração de máxima 2 na média móvel numa tendência de alta.
  • Comprar uma bandeira de cunha touro numa tendência de alta.
  • Comprar uma retração de rompimento após o rompimento de uma bandeira touro numa tendência de alta.
  • Comprar uma retração de máxima 1 num impulso touro forte numa tendência de alta, mas não depois de um grande clímax de compra.
  • Comprar no fundo de uma lateralidade, especialmente se for uma segunda entrada.

Traders mais experientes podem usar ordens limite ou de mercado com os setups seguintes:

  • Comprar num impulso forte touro na mínima ou abaixo da barra anterior, entrar num impulso forte requer uma stop maior com uma decisão rápida, esta combinação é difícil para muitos traders.
  • Comprar na mínima ou abaixo de uma barra de sinal fraca de uma mínima 1 ou mínima 2 numa possível nova tendência de alta depois de uma boa reversão de alta ou no fundo de uma lateralidade.
  • Comprar na mínima ou abaixo da barra anterior numa bandeira touro calma na média móvel.
  • Comprar abaixo de uma barra touro que rompe acima de uma bandeira touro, antecipando uma retração de rompimento.
  • Quando num swing numa tendência de alta, comprar ou comprar mais num teste de rompimento, que é uma tentativa de corrida aos stops de uma entrada longa anterior.
  • Comprar uma retração numa tendência de alta forte num número fixo de pontos igual ou ligeiramente menor que a média das retrações anteriores.
  • Quando uma tendência urso está prestes a romper numa tendência touro e precisa de mais uma barra de tendência touro para confirmar a reversão “always-in”, e o rompimento não parece ser forte, vender o fecho da barra de rompimento touro, esperando a barra seguinte não confirmar a mudança de direção “always-in” com a tendência urso a resumir.

Dicas para traders menos experientes:

  • Se for iniciante na bolsa, foque-se apenas em trades com uma recompensa mínima de duas vezes o risco. Quando tiver alguma experiência, pode começar a operar trades com uma recompensa mínima do valor do risco.
  • Inicie apenas os trades que pensa que funcionem, não se preocupando até onde estes irão. Deve assumir os bons setups aqueles com probabilidade mínima de sucesso de 60%. Com uma recompensa mínima de duas vezes o risco isto cria uma equação positiva para o trader.
  • Entrar apenas em stops.
  • Ter sempre um stop protetivo, porque a crença e esperança não o protegerá contra uma premissa falhada.
  • Ter uma ordem limite para o target de modo a evitar a ganância.
  • Compre apenas acima de barras touro e venda abaixo de barras urso.
  • Opere apenas posições pequenas.
  • Procure apenas três a cinco trades razoáveis por dia. Se estiver em dúvida, fique fora do mercado.
  • Procure estratégias simples. Se alguma coisa não estiver clara, aguarde.
  • As melhores escolhas para os traders que está a começar, são tendências que se desenvolvem a partir da abertura, boas reversões de tendência, e retrações em tendências fortes.

Ler mais:

Melhores Trades no Price Action – Brooks (2009)

Psicologia do Trader: Modelo dos 3 C’s

Um trader deve ter como objetivo chegar a um momento em que as suas emoções não são governadas pelo número de trades e dinheiro que ganha ou perde, mas sim pelo sucesso no controlo emocional no processo de aderência a uma estratégia.

Para atingir esta meta, apresento neste artigo o modelo dos 3 C’s (confiança, controlo e calma) para a psicologia do trader. Uma espécie de “nirvana financeiro”, baseado no livro Diary of a Currency Trader de Samuel J. Rae.

1. Confiança

O sucesso na aderência a uma estratégia depende sobretudo da confiança que o trader tem em identificar e executar a mesma de acordo com as regras estabelecidas de gestão de risco. Este trader sabe que independentemente de algumas perdas, irá obter ganhos a longo prazo se seguir a sua estratégia.

Num modelo descricionário, um trader pode levar meses ou mesmo anos até encontrar um sistema no qual sinta confiança. Para ganhar confiança é preciso trabalhar muito.

Ação para ganhar confiança: estudar, praticar, estudar, praticar, estudar, praticar, …

2. Controlo

O controlo refere-se à força emocional do trader para implementar cada aspeto da sua estratégia, mantendo e gerindo os trades de acordo com a mesma. O controlo nasce da confiança do método.

No início da minha carreira de trader, ,menosprezava o aspeto das emoções, mas é fundamental. Não adianta a melhor estratégia do mundo sem um controlo na execução dos trades. Estão incluídos neste ponto a seleção dos melhores setups, e identificação da entrada, stop e target.

O resultado de um controlo deficiente são os erros que se traduzem em perdas acumuladas.

Ação para ganhar controlo: praticar, praticar, praticar, …

3. Calma

O trader deve manter a calma não entrando em trades que não reúnam as condições definidas na sua estratégia. É importante ser paciente e reconhecer quando o mercado não é o melhor para operar. Mais cedo ou mais tarde aparecerá uma nova oportunidade com melhor probabilidade de sucesso.

Nem todas as condições de mercado são adaptadas à nossa estratégia. Tão importante como reconhecer os melhores setups, é saber quando ficar fora do mercado. Existem dias de price action em que simplesmente qualquer estratégia não funciona.

Se sentir que está a colocar muitas ordens, é porque possivelmente está a fazer overtrading, com falta de paciência para aguardar pelas melhores oportunidades.

Ação para ganhar calma: praticar, praticar, praticar, …

Conclusão

É importante notar que as características mentais de sucesso requeridas ao trader, só podem ser cultivadas com muitas horas de estudo e prática nos mercados. Não existem atalhos.

Somos seres emocionais, e o dinheiro (ou a falta dele) é das coisas que mais nos afeta, pelo que é natural que no início da nossa carreira como traders sentirmo-nos desconfortáveis, especialmente com as perdas.

Com o tempo e experiência, este desconforto irá diminuir. No entanto, emoções como o medo de perder e a ganância de ganhar nunca desaparecerão completamente. O trader terá de aprender a gerir e a viver com estas emoções tentando que as susa decisões não sejam afetadas pelas mesmas.

Teoria das Ondas de Elliott – Aplicação Prática com o Método da Onda C

Mapa Mental com o Método da Onda C na Teoria das Ondas de Elliott

A Teoria das Ondas de Elliott (TOE) tem duas componentes: análise técnica e aplicação prática. A análise técnica consiste na modelação dos gráficos de preços com o objetivo de prever a direção futura do preço. A aplicação prática consiste em calcular os melhores preços de entrada, stop e target mantendo a taxa de sucesso e o rácio recompensa risco equilibrados.

Um bom analista sem conhecimentos da aplicação prática da Teoria das Ondas de Elliott não terá sucesso, assim como o analista que sabe calcular as entradas mas que não consegue prever a direção futura do preço.

Existem vários métodos de aplicação para esta teoria, cada um com as suas vantagens e desvantagens. Neste artigo desenvolvo o Método da Onda C (MOC) apresentado no livro “How to Identify High-Profit Elliott Wave Trades in Real Time” de Myles Wilson Walker (2001), selecionado pela sua inovação em comparação com outros métodos mais tradicionais.

O objetivo geral deste método é encontrar o final da onda C para se estabelecer uma posição. Para tal, o autor exibe e detalha as particularidades de 11 tipos de padrões da onda C, a que o analista deverá corresponder nos gráficos de preços assim que suspeitar que está uma onda C em progresso. As instruções são objetivas, com a localização da entrada e stop para cada tipo de padrão. São também dadas instruções para o target em função do tipo de mercado.

Como encontrar padrões de onda C

Os padrões de ondas C são geralmente observados no final de áreas congestionadas de preço. Procure nestas áreas por ondas corretivas como as ondas A e B, e verifique se as regras abaixo apresentadas correspondem a algum tipo de padrão da onda C.

Por exemplo, se um mercado estiver numa tendência forte, procure a primeira retração e marque esta como uma possível onda A. Se a próxima onda na direção da tendência for corretiva (três ou cinco ondas que não exibem regras impulsivas), marque esta nova onda como onda B.

O objetivo é ficar fora do mercado até suspeitar que a onda C esteja a terminar.

O target depende do tipo de mercado, se é impulsivo ou corretivo. Se for impulsivo, mantenha-se no trade até ao impulso estar prestes a terminar no final da onda 5. Se for corretivo, mantenha-se até pressentir que a correção ABC subsequente está prestes a terminar.

As regras apresentadas de seguida lidam apenas com a onda C, independentemente do tipo de correção ABC (zigzag, plana ou irregular), ou o tipo de mercado (impulsivo ou corretivo).

Deve identificar o tipo de padrão da onda C e entrar no mercado após este terminar.

Se o mercado geral for impulsivo, opere na direção da tendência usando o final da correção das ondas 2 e 4 para entrar. As ondas 2 e 4 terminarão com algum tipo de padrão de onda C. Depois aguarde até ao final da onda 5 para fechar as suas posições.

Como operar a onda C num mercado impulsivo - adaptado de Walker (2001)
Como operar a onda C num mercado impulsivo – adaptado de Walker (2001)

Se o mercado geral for corretivo, procure o final da onda C para entrar. Aguarde até ao final da próxima onda ABC para fechar a sua posição.

Como operar a onda C num mercado corretivo - adaptado de Walker (2001)
Como operar a onda C num mercado corretivo – adaptado de Walker (2001)

A estratégia ideal de trade no método da onda C

A melhor estratégia para operar o MOC é usar duas posições:

  1. A primeira de curto prazo com um target fixo
  2. A segunda de longo prazo adicionando novas posições (preço médio a favor) à medida que aparecem novos padrões e revertendo posições apenas quando um trade é assinalado na direção contrária
Como operar a onda C num mercado corretivo - adaptado de Walker (2001)

Se for um trader iniciante no método ou na TOE deve apenas usar a primeira posição com target fixo.

Tipos de padrões da onda C

As ondas C são divididas em dois tipos de Correções ABC:

  1. Correções Zigzag e Correções Planas (5 padrões)
  2. Correções Irregulares (4 padrões)
  3. Correções de Cinco Ondas (2 padrões)

A distinção entre estes dois tipos de padrões é que no primeiro caso a onda B não ultrapassa o extremo final da onda A, enquanto no segundo caso a onda B ultrapassa o extremo final da onda A.

Este artigo concentra-se apenas na aplicação prática da TOE. Para conhecer os princípios básicos da teoria, consulte o Guia de Iniciação da Teoria das Ondas de Elliott que escrevi noutro artigo.

Vamos de seguida dar início à apresentação dos 11 padrões da onda C. Em todos os exemplos da onda C que se seguem, o uso das letras a, b, c, d, e é intercambiável com o uso dos números 1, 2, 3, 4, 5. Isto é apenas válido para a onda C.

Correções Zigzag e Correções Planas (5 padrões)

Os padrões 1, 2, 3, 4 e 5 são do tipo correção zigzag ABC e correção plana ABC, em que a onda B não ultrapassa o extremo final da onda A.

Padrão 1

No padrão 1, a onda b e onda d não se sobrepõem, e podem ou não mostrar alternância (ser iguais em tempo, preço ou padrão). Este tipo de padrão pode parecer à primeira vista impulsivo, sendo que se distingue de um impulso pela onda A e onda B maiores que servem de base à onda C subdividida em cinco ondas menores.

No padrão 1 as ondas b e d não se sobrepõem - adaptado de Walker (2001)
No padrão 1 as ondas b e d não se sobrepõem – adaptado de Walker (2001)

A entrada do padrão 1 é no rompimento da onda d e o stop é colocado acima/abaixo da onda e.

Padrão 2

No padrão 2, a onda b e onda d sobrepõem-se, e podem mostrar alternância.

A onda 5 tem as seguintes características:

  1. é breve em termos de duração
  2. pode ser um pequeno triângulo abcde
  3. pode (sem carácter obrigatório) exceder a máxima/mínima da onda d da onda C.

O preço que se segue ao término da onda C por vezes é lento, frustrando muitos traders, pelo que é necessária alguma paciência.

No padrão 2 as ondas b e d sobrepõem-se - adaptado de Walker (2001)
No padrão 2 as ondas b e d sobrepõem-se – adaptado de Walker (2001)

A entrada do padrão 2 é no rompimento da onda d e o stop é colocado acima/abaixo da onda c ou onda e (máxima/mínima do padrão).

Padrão 3

O padrão 3 é um triângulo abcde de cinco ondas, com a onda a como a onda mais longa.  A onda a pode ser subdividida em três ou cinco ondas menores.

As ondas b, c, d e e têm as seguintes características:

  1. têm oscilação de preço semelhante
  2. são possivelmente enviesadas
  3. mostram subdivisões semelhantes.

A onda e é normalmente muito breve em duração a menos que seja um pequeno triângulo abcde de cinco ondas.

O padrão 3 é um triângulo abcde com a onda mais longa a - adaptado de Walker (2001)
O padrão 3 é um triângulo abcde com a onda mais longa a – adaptado de Walker (2001)

A entrada do padrão 3 é no rompimento da onda d e o stop é colocado acima/abaixo do triângulo.

Padrão 4

No padrão 4, a onda a e onda b são subdivididas em três ondas menores, a onda c é uma onda única, a onda d é subdividida em três ondas menores e a onda e tem apenas uma onda.

O padrão 4 tem várias ondas abc menores - adaptado de Walker (2001)
O padrão 4 tem várias ondas abc menores – adaptado de Walker (2001)

A entrada do padrão 4 é no rompimento da onda d e o stop é colocado acima/abaixo da onda e.

Padrão 5

O padrão 5 é o único padrão que tem a onda C com três ondas. É tradicionalmente conhecida na Teoria das Ondas de Elliott como dupla correção ou duplo zigzag.

Como operar a onda C num mercado corretivo - adaptado de Walker (2001)

A entrada do padrão 5 é no rompimento da onda A e o stop é colocado acima/abaixo da onda C.

Correções Irregulares (4 padrões)

Os padrões 6, 7, 8 e 9 são do tipo correção irregular ABC, em que a onda B ultrapassa o extremo final da onda A. À primeira vista, poderá parecer difícil reconhecer este tipo de padrão, considerando o comprimento relativamente grande da onda B em relação à onda A.

Nestes tipos de padrões, a onda C é sempre um triângulo abcde que retrai na área de preço da onda A, mas a maioria do preço anda acima/abaixo da onda A.

Uma correção irregular num mercado em tendência é seguida de um movimento forte. Num mercado corretivo, uma correção irregular dá um sinal falso de falta de momento.

Se está a operar num mercado que parece forte, mas que não obedece às regras de um mercado impulsivo, procure por uma correção irregular ABC.

Estes tipos de padrões têm sempre uma onda B forte que termina bem acima/abaixo da onda A.

A onda B tem uma das seguintes características:

  1. onda brusca sem subdivisão em ondas menores
  2. onda com subdivisão em três ondas menores simples.
A onda B forte termina bem acima da onda A  - adaptado de Walker (2001)
A onda B forte termina bem acima da onda A – adaptado de Walker (2001)

A entrada para os padrões 6, 7, 8 e 9 é no rompimento da onda d, e o stop é colocado acima/abaixo do triângulo abcde.

Padrão 6

No padrão 6, a onda C termina num triângulo abcde depois de uma onda B forte, não se sobrepondo ou com uma pequena sobreposição da onda A.

No padrão 6, a onda C não se sobrepõe ou tem uma pequena sobreposição com a onda A - adaptado de Walker (2001)
No padrão 6, a onda C não se sobrepõe ou tem uma pequena sobreposição com a onda A – adaptado de Walker (2001)

Padrão 7

No padrão 7, a onda C é subdividida em cinco ondas menores retraindo 50% ou mais da onda B. A onda C pode ou não se sobrepor à onda A, neste ultimo caso se a onda B for muito longa.

No padrão 7, a onda C retrai 50% ou mais da onda A - adaptado de Walker (2001)
No padrão 7, a onda C retrai 50% ou mais da onda A – adaptado de Walker (2001)

Padrão 8

O padrão 8 é semelhante ao padrão 3, com a onda a como a maior onda de todas do triângulo abcde na onda C. Distingue-se do padrão 3 por ser uma correção plana irregular em que a onda B sobrepõe-se à onda A. A onda C pode ou não se sobrepor à onda A.

No padrão 8, a onda a é a maior de todas no triângulo abcde - adaptado de Walker (2001)
No padrão 8, a onda a é a maior de todas no triângulo abcde – adaptado de Walker (2001)

Padrão 9

No padrão 9, a onda a, onda b, onda c e onda d sobrepõem-se, com a onda e do triângulo abcde a fazer um rompimento forte na direção da onda A.

No padrão 9, a onda e é a maior de todas no triângulo abcde - adaptado de Walker (2001)
No padrão 9, a onda e é a maior de todas no triângulo abcde – adaptado de Walker (2001)

Correções de Cinco Ondas (2 padrões)

Os padrões 10 e 11 não são estritamente ondas do tipo C, mas são do tipo corretivo e podem ser confundidas com um padrão impulsivo, pelo que é importante diferenciar as mesmas, pois o movimento que se segue retrairá a maioria ou a totalidade da correção ABC.

Padrão 10

No padrão 10, a onda C é subdividida em três ondas menores abc sendo um padrão zigzag. A onda b retrai 61.8% ou menos da onda a. A onda c termina com um triângulo abcde devendo fazer uma nova máxima/mínima.

O padrão 10 pode ser confundido com um impulso. A diferença é que no primeiro a onda b é sempre menor em preço e tempo do que a onda B, não existindo a proporção para pertencerem ao mesmo ciclo, ao contrário do que acontece com a onda 2 e onda 4 de um impulso. Adicionalmente a onda b será uma correção abc simples, nada mais complexo.

No padrão 10, a onda b é menor em tempo e preço que a onda B - adaptado de Walker (2001)
No padrão 10, a onda b é menor em tempo e preço que a onda B – adaptado de Walker (2001)

A entrada do padrão 10 é no rompimento da onda d do triângulo abcde, e o stop é colocado acima/abaixo do triângulo abcde.

Padrão 11

À semelhança do padrão 10, o padrão 11 também pode ser confundido com um impulso. Neste caso o tempo combinado da onda 3, onda 4 e onda 5 (quando medidas do final da onda 2) é igual ou menor que o tempo combinado da onda 1 e onda 2. Algumas das ondas menores quando vistas de perto são correções abc e não impulsos 12345. Um padrão 11 pode retrair completamente ou ser a onda A de uma correção ABC maior.

No padrão 11, o tempo combinado das ondas 1 e 2 é maior ou igual que o tempo combinado das ondas 3, 4 e 5 - adaptado de Walker (2001)
No padrão 11, o tempo combinado das ondas 1 e 2 é maior ou igual que o tempo combinado das ondas 3, 4 e 5 – adaptado de Walker (2001)

A entrada do padrão 11 é no rompimento da onda 4 e o stop é colocado acima/abaixo da onda 5.

6 Premissas da Estrutura de Mercado

As premissas ou assunções da estrutura de mercado são necessárias para lidar com as incertezas do trade numa estratégia de price action. Estas fornecem a indicação com uma boa probabilidade (60%) da futura direção do preço.

As 6 premissas são avaliadas em relação aos seguintes elementos da estrutura: 1) suporte/resistência, 2) tendências e 3) lateralidades.

Suporte/resistência (S/R)

O S/R é encontrado no tempo gráfico maior de trade. Por exemplo, para um day trader que opera no gráfico de 1 ou 5 minutos, o S/R é desenhado no gráfico de 30 ou 60 minutos. Para um swing trader que opera nos gráficos diário ou 4 horas, o S/R é desenhado no gráfico semanal ou diário.

Primeira premissa: é esperado o teste de uma estrutura de S/R aguentar, a menos que seja exibida força na sua aproximação

Segunda premissa: se for exibida força na aproximação de S/R, é esperado i) rompimento falhado (RF) se houver enfraquecimento após o rompimento ou ii) retração de rompimento (RRP) se houver enfraquecimento da retração após o rompimento

Tendências (TA/TB)

As tendências de alta/baixa (TA/TB) são observadas no tempo gráfico de trade. Por exemplo, um day trader desenha as TA/TB nos gráficos de 1 ou 5 minutos, enquanto um swing trader desenha as TA/TB nos gráficos diário ou 4 horas.

Terceira premissa: uma tendência continua no seu estado atual até à próxima barreira de S/R, a menos que mostre enfraquecimento

Quarta premissa: quando uma tendência mostra sinais de enfraquecimento, é esperada uma correção complexa em vez de uma reversão, até ao mercado aceitar a força na direção da nova tendência

Lateralidades (Lat)

As Lat mostram o mercado a andar de lado ou a consolidar. Devem ser observadas no gráfico de trade, à semelhança das TA/TB.

Quinta premissa: uma Lat continua no seu estado atual, a menos que mostre força nos estremos

Sexta premissa: quando uma Lat mostra força nos estremos, é esperado i) rompimento falhado (RF) se houver enfraquecimento após o rompimento ou ii) retração de rompimento (RRP) se houver enfraquecimento da retração após o rompimento

A Abertura Inicia em Lateralidade ou Tendência

A abertura inicia com uma lateralidade ou uma tentativa de tendência.

Lateralidade

  • A lateralidade na abertura é formada por uma barra ou as primeiras barras da sessão
  • Se a barra 1 for grande com sombras em ambos os extremos, é uma possível barra de lateralidade
  • Quando as barras 1 e 2 formam em direções opostas, provavelmente é uma lateralidade
  • Uma barra externa 2 pode ser um sinal de lateralidade
  • Um padrão de reversão mal localizado pode ser uma lateralidade na abertura, por exemplo, uma barra de reversão touro na máxima do dia anterior (MDA) ou uma barra de reversão urso na mínima do dia anterior (mDA)

Tentativa de tendência

  • Quando uma barra fecha além do extremo da barra ou lateralidade anterior, isto é uma tentativa de tendência
  • Barras consecutivas da mesma cor com fechos em tendência são provavelmente uma tentativa de tendência

Setups a procurar

  • Quando a abertura começa numa tendência, procurar o setup de tendência a partir da primeira barra (T1B) e a primeira retração (1RT)
  • Quando a abertura começa numa lateralidade, procurar os setups de rompimento falhado (1RF), e se a lateralidade for grande o suficiente, procurar uma retração de rompimento (1RRP)

Se não tem a certeza qual o tipo de mercado, deixe a tendência romper um elemento de price action (suporte ou resistência, linha de tendência, linha de canal, etc), e procure um trade na direção do rompimento.

Tipos de Entrada em Padrões de Candles (Barras)

Existem várias formas de entrar num trade com um padrão ou barra de sinal. Todas as entradas têm vantagens e desvantagens dependendo do contexto de mercado e do trader.

Este artigo apresenta os métodos de entrada mais comuns, excluindo outros métodos mais avançados como o preço médio a favor e preço médio contra (este último extremamente arriscado). Cabe ao trader dominar primeiro as técnicas de entrada fundamentais, antes de avançar para outros métodos mais complexos.

As estratégias apresentadas são para posições longas ou de compra. Aplica-se o inverso para posições curtas ou de venda.

Entrada Stop

Esta é a clássica entrada num padrão ou barra de sinal, e mais simples de todas, sendo portanto o tipo de entrada mais recomendado as traders com pouca experiência.

Coloque uma ordem de compra um ponto acima do padrão ou barra de sinal. A ordem é executada assim que o preço romper acima do padrão ou barra de sinal.

Entrada Limite no Fecho

Coloque uma ordem limite de compra no fecho do padrão ou barra de sinal. Este tipo de entrada deve ser apenas usado se existir um reforço do sinal, como um rompimento falhado de um ponto (1pf), topo ou fundo duplo (TD,FD), etc.

Se quiser simplificar a entrada, pode usar uma ordem de mercado no fecho em vez de uma ordem limite.

Entrada Limite na Retração

Aguarde por um rompimento acima do padrão ou barra de sinal seguida de um retrocesso de cerca de 1/3, 1/2 ou 2/3 (retração de Fibonacci aproximada) do padrão ou barra de sinal.

Este tipo de entrada é útil para obter um melhor rácio risco recompensa, mas não garante a execução da ordem.

Se quiser simplificar a entrada, pode usar uma ordem de mercado no fecho em vez de uma ordem limite.

Ordem Limite no Rompimento da Barra de Entrada

Este tipo de entrada é mais agressiva e significa urgência.

Aguarde por um rompimento acima do padrão ou barra de sinal. Se a barra de entrada de rompimento não tiver sombras ou as sombras forem pequenas, e o mercado mostrar sinais de urgência, entre no fecho da barra de entrada ou acima da barra de entrada.

A ordem de entrada deve ser de mercado senão quiser arriscar perder o trade.

Segundas Entradas

Quando o padrão ou barra de sinal não é claro, aguarde por um segundo sinal.

Se a barra de entrada deste primeiro sinal for forte (sem sombras ou com pequenas sombras), aguarde por uma retração da barra de entrada. Se a mínima desta retração não atingir a mínima anterior, procure comprar acima do novo padrão ou barra de sinal que se formar.

Uma retração oferece uma medida da força do mercado que todos os traders (compradores e vendedores) observam e acreditam, sendo uma segunda oportunidade de entrar na direção da tendência inicial.

Este tipo de entrada tem uma grande probabilidade de sucesso, mas não garante uma ordem.

Ordem limite de compra da mínima da barra anterior

Esta é uma entrada só para traders mais experientes. Comprar a mínima da barra anterior, antecipando um micro duplo fundo (mDF) A ordem limite da compra precisa de ser colocada um ponto acima da mínima da barra anterior para ser ativada. Esta entrada pode requerer um stop maior.

Outras considerações

Antes de entrar num trade, determine sempre se o rácio risco recompensa se encaixa na estrutura de mercado, e se o trade tem uma boa probabilidade de chegar ao target até ao final da sessão se estiver a fazer day trade.

Padrões de Candles (Barras) – Guia Prático

Os padrões de candles ou barras dividem-se em padrões de reversão e padrões de continuidade. Mesmo numa tendência, muitos dos sinais de entrada são com padrões de reversão, com os traders de price action a entrar na reversão no final da retração, e esperando que o mercado retome na direção da tendência principal.

Os exemplos apresentados neste artigo descrevem padrões de compra ou touro. Aplica-se o inverso em padrões de venda ou urso. No final do artigo, são apresentadas várias particularidades do trade, e como operar com as barras de sinal, barras de entrada e falhas.

Para uma introdução genérica ao tema, leia também o artigo Existem Dois Tipos de Barras/Candles.

Padrões de reversão

Barra de Reversão – R

Uma barra de reversão (R), também chamada de barra de pines, é uma barra com uma sombra inferior e um fecho acima da abertura e do meio da barra numa reversão de alta. As barras de reversão relativamente pequenas falham frequentemente sendo melhor aguardar por uma segunda entrada (2E). Uma barra de reversão deve ter a sombra com pelo menos dois pontos abaixo da barra anterior numa reversão de alta. Um doji (D) antes de uma barra de reversão enfraquece o sinal.

A entrada stop para uma barra de reversão R é um ponto acima da máxima e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima.

Barra de Reversão Dupla – 2R

Uma barra de reversão dupla (2R) é um par de barras de cores opostas. Uma barra de tendência urso seguida de uma barra de tendência touro é um padrão de reversão touro. Estas duas barras são uma barra de reversão (R) num tempo gráfico maior. Uma barra 2R deverá ser clara e não se sobrepor com as barras anteriores. Se uma barra 2R ocorrer numa retração, entrar numa segunda entrada (2E).

A entrada stop numa barra de reversão 2R é um ponto acima da máxima das duas barras e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima das duas barras.

Barra de Reversão Tripla – 3R

Uma barra de reversão tripla (3R) consiste numa barra de tendência urso, seguida por uma barra de pausa (por exemplo um doji), e uma barra de tendência touro. Estas três barras geralmente formam uma barra de reversão (R) num tempo gráfico maior.

A entrada stop numa barra de reversão 3R é um ponto acima da máxima das três barras e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima das três barras.

Barra Interna – I

Uma barra interna (I) é uma barra de contra tendência com um fecho touro e o preço contido na barra anterior (máxima inferior à máxima da barra anterior e mínima superior à mínima da barra interior). As barras internas são excelentes barras de sinal (BS) para um rompimento falhado (RF), continuação da tendência anterior no final de uma retração, e funcionam melhor na primeira retração (1R).

Por vezes existe uma reversão de barra interna, com o critério mais importante uma ultrapassagem de linha de canal (LC) ou uma segunda entrada (2E) da ultrapassagem, esta última entrada com maior probabilidade de sucesso. Nesta situação deve existir espaço para um trade lucrativo do outro da barra que contem a barra interna.

A entrada stop numa barra interna I é um ponto acima da sua máxima e o stop protetivo um ponto abaixo da sua mínima. O próximo stop protetivo maior é abaixo da mínima da barra anterior que contém a barra interna.

Barra Interna Dupla – II

Um padrão de barra interna dupla é uma barra interna contida noutra barra interna (duas barras internas consecutivas). O padrão é frequentemente uma lateralidade ou triângulo num tempo gráfico menor, e, portanto, uma área de equilíbrio.

A entrada stop num padrão de barra interna dupla II é um ponto acima da máxima da ultima barra interna e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima das duas barras.

Barra Externa – E

Numa barra externa (E) a máxima é acima da máxima da barra anterior e a mínima é abaixo da mínima da barra anterior. As barras externas atuam como reversão ou continuação dependendo do contexto. A sua força advém de encurralar traders de ambos os lados.

A entrada stop numa barra externa Eé um ponto acima da máxima e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima.

Padrão de barras Interna/Externa/Interna – IEI

Um padrão de barras IEI consiste numa barra interna seguida por uma barra externa e novamente por outra barra interna. É geralmente uma segunda entrada (2E) de contra tendência, e, portanto, uma segunda tentativa de reverter o preço.

A entrada stop num padrão IEI é um ponto acima da máxima da barra interna e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima da barra interna ou abaixo da mínima das três barras.

Padrão de barras Externa/Interna/Externa – EIE

Um padrão de barras EIE consiste numa barra externa seguida por uma barra interna e novamente por uma barra externa. A ultima barra externa funciona como uma armadilha, dando um sinal de venda ao descer abaixo da mínima da barra interna para reverter e fechar acima da máxima da barra interna. Esta armadilha pode resultar num movimento rápido. O padrão EIE pode ser uma barra de reversão (R) num tempo gráfico maior.

A entrada stop de um padrão EIE é um ponto acima da máxima das três barras e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima das três barras.

Barra Externa Dupla – EE

Um padrão de ba EE consiste em duas barras externas consecutivas que podem ser um padrão de reversão ou continuação dependendo do contexto. O padrão funciona geralmente como uma dupla armadilha, à semelhança da barra externa simples E.

A entrada stop num padrão de barras EE é um ponto acima da máxima das duas barras e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima das duas barras.

Bandeira Final (BF)

Uma bandeira final (BF) é uma perda de momento num padrão sobreposto e horizontal no que pode ser a ultima retração antes de um possível rompimento de linha de tendência ou reversão. Forma geralmente uma lateralidade num tempo gráfico menor sendo uma área de equilíbrio entre touros e urso. Pode ser apenas uma ou algumas barras sobrepostas, como os padrões I, IEI e II. É esperado o rompimento da bandeira falhar e reverte.

No padrão BF, é frequente ver o sinal de entrada ativado do lado errado para depois reverter no sentido contrário. O primeiro target do rompimento falhado é o outro lado da BF.


Padrões de continuação

Existem frequentemente retrações de rompimento (RRT) depois e uma reversão (continuação numa nova tendência ou tentativa de tendência).

Retração de Rompimento com Barra Interna – RRPI

Uma barra interna (I) a seguir a um rompimento (RP) pode ser tratada como uma retração de rompimento (RRP) com entrada na direção da tendência. Alguns dos sinais transformam-se numa bandeira final (ver padrão BF acima). Alguns dos sinais são pequenas barras internas para uma reversão menor da barra de rompimento grande e podem ativar na direção errada, pelo que este padrão pode ser operado em ambas as direções.

A entrada stop num padrão RTI é um ponto acima da barra interna I e o stop protetivo um ponto abaixo da barra.

Dupla Retração de Rompimento com Barra Interna – 2RRP

Uma dupla retração de rompimento (2RRP) é outra variação da retração de rompimento RRPI que pode ser operada a favor da tendência. Os traders de contra tendência tentaram duas vezes reverter o mercado, mas falharam em ambas as vezes. A segunda entrada/retração deverá ter uma barra interna (I) de sinal.

A entrada stop para o padrão 2RTI é um ponto acima da máxima de ambas as barras e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima de ambas as barras.


Como operar padrões de candles (barras)

Barra ou padrão de sinal – BS

Logo que surja um sinal no gráfico, coloque uma ordem stop de entrada um ponto acima da barra ou padrão de sinal. O stop protetivo mais perto é um ponto abaixo da barra ou padrão. Pode ser usado um stop mais folgado do que a distância da barra mais um ponto, mas isto poderá levar a um target mais longe para manter o mesmo rácio risco recompensa. A entrada, stop e target devem ser preferencialmente ajustados em função da estrutura de mercado.

Barra de Entrada – BE

A barra que ultrapassa a barra de sinal e ativa a ordem de entrada torna-se na barra de entrada.

Uma boa barra de entrada é uma barra de tendência com pequenas sombras e preferencialmente maior do que a barra de sinal. O que faz uma boa barra de entrada? Muitos traders a observar e a entrar no mesmo trade. Se a barra de entrada for boa, poderá mover o stop um ponto abaixo desta, e depois do preço romper a sua máxima.

Se a barra de entrada for fraca, ou se existirem vendedores na sua abertura, existe uma boa probabilidade do trade falhar.

Barra de rompimento – BR

A barra de entrada é a barra que se move acima da máxima da barra de sinal ou quando um padrão é ativado. Se não existir uma boa barra de entrada (barra de tendência), poderá ser iniciado o trade acima da barra de rompimento a seguir à barra ou padrão de sinal.

Barra de Entrada Falhada

Se entrou com uma barra ou padrão de sinal razoável, então muitos outros traders entraram consigo, sendo que se o mercado for contra si na barra de entrada, deverá tentar sair com uma pequena perda.

Quando uma barra ou padrão de sinal forte é ativado, e pausa, provavelmente indica que i) existem traders a entrar na direção contrária à sua ou ii) outros traders estão a fechar as suas posições na ativação do seu sinal.

Se a barra de entrada reverte e fecha abaixo da máxima do sinal é considerada uma barra de entrada falhada. Se quiser operar na falha, a melhor forma de entrar neste caso é quando o sinal de reversão falha, por exemplo, um stop abaixo da mínima da barra ou padrão de sinal. Esteja, no entanto, atento à segunda tentativa dos traders de contra tendência reverter o preço.

Os rompimentos falhados de pontos fortalecem uma barra de entrada falhada, como um rompimento de falhado de 1 ou 2 pontos, ou uma falha de atingir um target comum.

Quando um sinal que é ativado do lado errado

É comum um sinal se ativado no lado errado (preço abaixo da barra de sinal para uma compra). Nestes casos é melhor aguardar por mais price action, como uma segunda entrada por exemplo.

Um sinal de reversão ativado no lado errado cria geralmente alguma sobreposição seguida de algum padrão de lateralidade, significando que existem vendedores acima e compradores abaixo.

Quando existe uma barra interna a seguir à barra de sinal que não ativa o sinal de reversão

É comum a barra a seguir ao sinal de reversão se tornar numa barra interna. Isto é geralmente a primeira retração de uma possível reversão. Muitas vezes a retração é algum tipo de micro topo fundo ou micro topo duplo, um reforço do sinal de reversão, mas que também cria alguma sobreposição. As sobreposições funcionam como ímanes (pequenas lateralidades estreitas) que puxam geralmente o preço de volta.

Geralmente existem muitas tentativas dos traders de contra tendência antes de uma reversão bem sucedia.

Preço alvo (Target)

Numa lateralidade, se está a operar um sinal de reversão touro, será sensato sair na mínima de uma barra urso durante o segundo impulso de alta. Numa tendência touro, poderá geralmente fazer swing abaixo de uma barra urso durante o terceiro impulso de alta.

Muitos traders entram numa ordem stop e usam um stop protetivo de uma  barra para operar um sinal de reversão. Isto significa que o risco inicial do trade é o sinal com o tamanho da barra ou padrão de reversão. São geralmente usados como preços alvo múltiplos do risco inicial.

Arame Farpado

O arame farpado (AF) é um tipo de lateralidade estreita de várias barras, muitas das quais doji (D). Se o AF ocorrer antes de um sinal, pode diminuir a probabilidade de sucesso do trade. É melhor não operar o AF, a menos que se tenha muita experiência e consiga reverter o mesmo depois de rompimento falhado numa pequena barra junto aos extremos. Na maioria das lateralidades estreitas, os rompimentos falham.

Existem Dois Tipos de Barras/Candles

Os padrões de barras ou candles por si só não têm qualquer significado no trade. Alguém que use apenas estes padrões está condenado a perder dinheiro nos mercados.

No entanto, os padrões de barras quando usados em conjunto com outros elementos fundamentais do price action, como as linhas de tendência e de canal, níveis de suporte e resistência, e a estrutura de mercado, ganham significado.

Existem apenas dois tipos de barras a partir do qual todos os padrões de barras são formados: 1) barras de tendência e 2) barras de indecisão ou doji.

Uma barra é formada pelo corpo e sombras. Quando a barra não tem sombras ou estas são pequenas quando comparadas com o corpo, trata-se de uma barra de tendência. No caso de uma barra de tendência touro, a abertura é igual ou perto da mínima e o fecho é igual ou perto da máxima. Numa barra de tendência urso, a abertura é igual ou perto da máxima e o fecho é igual ou perto da mínima.

Quando uma barra não tem corpo (a abertura é igual ao fecho) ou o corpo é pequeno quando comparado com as sombras, trata-se de uma barra de indecisão ou simplesmente doji.

As barras de tendência fazem o preço caminhar numa direção enquanto os doji são barras de indecisão significando uma pausa no preço. Também podem existir várias barras de tendência sobrepostas, neste caso formando uma lateralidade, em que o preço anda de lado.

Para entrar numa posição com price action, é preciso primeiro uma barra de sinal em confluência com outros elementos fundamentais acima descritos. Idealmente a barra de sinal é uma barra de tendência na direção da nossa entrada. Isto porque a barra já provou que um dos lados, touro ou urso, tomou conta do mercado oferecendo uma vantagem probabilística ao trader de que o preço irá na mesma direção da barra.

O modo mais conservador de entrar numa posição é com uma ordem stop um ponto acima de uma barra de sinal com tendência touro ou um ponto abaixo de uma barra de sinal com tendência urso. É uma forma de aproveitar o momento com uma entrada no rompimento da barra de sinal.

O local mais lógico para colocar o stop protetivo é no lado oposto ou perto do extremo da barra de sinal. Se uma barra de sinal for muito grande poderá não ser a ideal como sinal de entrada, principalmente porque o stop fica muito longe da entrada, e consequentemente o target ficaria a uma grande distância da entrada.

Outro motivo para não entrar com uma barra de sinal grande é o facto de muitas barras grandes formarem lateralidades. Não vai querer comprar num rompimento de uma lateralidade porque a maioria dos rompimentos em lateralidades falham. Muitos traders operam esta configuração conhecida como rompimento falhado.

Existem no entanto, situações em que uma barra de tendência grande pode ocorrer num mercado em tendência, podendo ter vários significados em função da sua posição.

Uma barra grande que rompe uma lateralidade e forma o início de uma tendência é sinal de força e início de uma nova tendência. Se a tendência continuar o momento, e depois da primeira retração for observada nova barra grande, isto significa a continuidade da tendência. Mais tarde na tendência, e se depois de duas ou mais retrações for observada nova barra de tendência grande, o trader deverá suspeitar que a tendência poderá estar perto do fim. As barras grandes no final de um movimento podem significar exaustão do preço e uma potencial reversão.

No caso de uma tendência touro, a exaustão do preço é normalmente vista no gráfico como um movimento rápido, mostrando scalpers e algoritmos de alta frequência a comprar e a espremer o mercado até ao ultimo ponto da subida bem. É também nesta fase que entram os compradores tardios (muitos deles amadores). Os vendedores e traders de contra tendência aguardam ainda para iniciar as suas posições curtas enquanto o preço não chega aos níveis pretendidos, normalmente um nível de suporte ou resistência, ou uma linha de canal.

Quando se formam vários dojis sobrepostos uns aos outros podendo ter ou não algumas barras de tendência pelo meio, isto é uma espécie de lateralidade, a que Al Brooks chama de arame farpado. Isto é um mercado muito difícil de negociar, em que vale a pena aguardar por mais price action com a clarificação do mercado, que mais cedo ou mais tarde ocorrerá.

Os Fundamentos da Estrutura de Mercado

A estrutura de mercado é um dos princípios básicos de price action mais importantes, e talvez o mais ignorado, talvez devido ao facto de ser um princípio mais avançado que só consegue verdadeiramente ser dominado com a experiência do trader.

A estrutura de mercado pretende dar resposta às seguintes questões:

  • O mercado está na fase de tendência, lateralidade ou reversão?
  • Ou por outro lado, não se consegue identificar a fase de mercado, parecendo o mesmo arame farpado, como Al Brooks chama a este tipo de padrão?
  • O mercado estás prestes a romper ou rompeu uma lateralidade?
  • O mercado está a reverter de tendência?

A estrutura do mercado é única para cada tempo gráfico. Por exemplo, no gráfico diário, um mercado pode estar em lateralidade enquanto no gráfico intra diário de 5 minutos o mercado encontra-se em tendência.

A estrutura de mercado é também conhecer desde o elemento mais pequeno ou micro, até elemento maior ou macro dos gráficos de preços.

Em qualquer gráfico de qualquer horizonte temporal de um mercado, a estrutura mais pequena inicia com uma barra ou candle.

Um impulso é formado por várias barras numa direção enquanto uma correção é um conjunto de várias barras na direção contrária à do impulso. A distancia percorrida pelo impulso é igual ou superior à distancia percorrida pela correção.

Um impulso também pode ter uma única barra se esta for longa. De igual modo, uma correção também pode ser algo tão subtil como uma barra de pausa, como por exemplo, uma barra doji ou interna,

Uma perna é formada por um impulso e correção, também conhecida como “onda” na Teoria das Ondas de Elliott.

Um conjunto de duas ou mais pernas forma um swing. Os swings são os preços máximos e mínimos que se destacam no gráfico (topos e fundos). Um swing de máxima (topo) tem as barras à esquerda e direita com preços abaixo desenhando uma forma de pirâmide. O oposto se verifica para um swing de mínima (fundo), com as barras à esquerda e direita do swing desenhando uma forma de pirâmide invertida.

Dois ou mais swings formam uma tendência, que pode ser de alta, com mínimas e máximas swing (fundos e topos) a subir, ou de baixa, com máximas e mínimas (topos e fundos) a descer. Se as mínimas e máximas swing não subirem nem descerem temos uma lateralidade ou canal horizontal, em que o preço se encontra em consolidação até romper o mesma e formar nova tendência.

Antes de uma tendência de alta reverter numa tendência de baixa, é comum verificar-se uma lateralidade, que faz a transição entre as duas tendências. O mercado também pode reverter de tendência diretamente sem existir uma lateralidade de transição.

Uma tendência pode ser ser seguida por uma lateralidade e novamente por uma tendência na mesma direção da anterior. Neste caso é um mercado em continuidade.

O trader ao observar e estudar a estrutura de mercado consegue estar mais próximo do price action, desde a análise do detalhe com a barra individual, passando pelo impulso e correção que forma a perna, seguida do swing (topos e fundos), depois a tendência e finalmente as transições.

Suporte e Resistência

A par com as linhas de tendência e de canal, o suporte e resistência são um dos elementos mais importantes do price action.

O suporte é formado por uma linha horizontal tocando duas ou mais mínimas swing (duas ou mais pernas) e a resistência por uma linha horizontal tocando duas ou mais máximas swing. O principal fator que distingue as linhas de suporte e resistência das linhas de tendência e de canal, é que no caso das primeiras, as linhas são horizontais, ao contrário das últimas que são oblíquas.

O suporte forma uma espécie de barreira que impede o preço de cair e a resistência forma uma espécie de barreira que impede o preço de subir.

Quando a tendência de alta é forte, o preço pode romper acima da resistência, sendo que nesta situação os papéis podem ficar invertidos, se depois do rompimento o preço retrair e testar a resistência tornada no novo suporte. De igual forma, quando a tendência de baixa é forte, o preço pode romper abaixa do suporte, e testar novamente o suporte tornado na nova resistência.

Quando o rompimento do suporte ou resistência é fraco, não se tem uma inversão dos papéis, mas sim um rompimento falhado, em que barreira foi rompida, mas reverteu de seguida no sentido contrário ao rompimento. Muitos traders consideram os níveis de suporte e resistência não como uma linha exata, mas como uma área aproximada.

A operação de day trade tem níveis adicionais de suporte e resistência em relação a outros horizontes temporais maiores. Por exemplo, no gráfico de 5 minutos, são considerados os seguintes níveis adicionais:

  • Máxima e mínima do dia anterior (MDA e mDA).
  • Fecho do dia anterior (FDA).
  • Abertura do dia (AD), especialmente em dias de lateralidade.
  • Máxima e mínima da ultima semana (MSA e mSA).
  • Abertura da semana (AS), especialmente no último dia da semana.

À semelhança das linhas de tendência e de canal, é importante observar a reação do preço junto aos níveis de suporte e resistência, porque muitos sinais de trade advém desta zona.

O nível de suporte e resistência vai ser respeitado e o preço reverte? Existe algum rompimento falhado? Ou por outro lado, o preço faz uma pausa junto a este nível para depois o ultrapassar na mesma direção? Ou ainda, o preço vence este nível sem qualquer oposição?

GRÁTIS! Estratégia de Day Trade

Descubra quatro padrões simples de negociação que poderá usar no gráfico de 5 minutos.