Pivot Points no Day Trade

Nasdaq 100 - gráfico 5 minutos - pivot points standard

Os Pivot Points são um indicador muito popular junto de traders e investidores. Este indicador é observado no gráfico através de várias linhas horizontais. Estas linhas funcionam como níveis de suporte e resistência.

O que distingue os Pivot Points dos níveis de suporte e resistência tradicionais são que os primeiros são calculados matematicamente por fórmulas através do período anterrior.

Pivot points diários e semanais

Os Pivot Points diários são calculados com base no dia anterior, os Pivot Points semanais são calculados com base na semana anterior, e assim sucessivamente.

Os Pivot Points mais uteis a day traders são os diários (tempo gráfico menor) para localizar o setup de trade e os semanais (tempo gráfico maior) para uma análise mais abrangente da estrutura de mercado.

Floor Trader Pivots

Existem vários tipos de Pivot Points, mas os mais populares, e os que uso, são os tradicionais ou Floor Trader Pivots desenvolvidos pelos traders de futuros em Chicago nos EUA na década de 60.

O cálculo dos Floor Trader Pivots, ou simplesmente Traders Pivots é realizado a partir de três preços retirados do período anterior: máxima, mínima e fecho.

Cálculo do Pivot Point Base ou Stantard (P)

O Pivot Point Base ou Standard (P) é a média aritmética da máxima (M), mínima (m) e fecho (F) do período anterior.

P = (H + L + C)/3

Cálculo dos Pivot Points de suporte e resistência (S1, R1, S2, R2, S3, R3)

Os restantes Pivot Points correspondem a níveis de suporte e resistência localizados abaixo e acima respetivamente do Pivot Point Base (P).

R1 = (2 x P) – m

S1 = (2 x P) – M

R2 = P + M – m 

S2 = P – M + m

R3 = M + 2 x (P – m)

S3 = m – 2 x (M – P)

Leitura adicional:

6 Premissas da Estrutura de Mercado

As premissas ou assunções da estrutura de mercado são necessárias para lidar com as incertezas do trade numa estratégia de price action. Estas fornecem a indicação com uma boa probabilidade (60%) da futura direção do preço.

As 6 premissas são avaliadas em relação aos seguintes elementos da estrutura: 1) suporte/resistência, 2) tendências e 3) lateralidades.

Suporte/resistência (S/R)

O S/R é encontrado no tempo gráfico maior de trade. Por exemplo, para um day trader que opera no gráfico de 1 ou 5 minutos, o S/R é desenhado no gráfico de 30 ou 60 minutos. Para um swing trader que opera nos gráficos diário ou 4 horas, o S/R é desenhado no gráfico semanal ou diário.

Primeira premissa: é esperado o teste de uma estrutura de S/R aguentar, a menos que seja exibida força na sua aproximação

Segunda premissa: se for exibida força na aproximação de S/R, é esperado i) rompimento falhado (RF) se houver enfraquecimento após o rompimento ou ii) retração de rompimento (RRP) se houver enfraquecimento da retração após o rompimento

Tendências (TA/TB)

As tendências de alta/baixa (TA/TB) são observadas no tempo gráfico de trade. Por exemplo, um day trader desenha as TA/TB nos gráficos de 1 ou 5 minutos, enquanto um swing trader desenha as TA/TB nos gráficos diário ou 4 horas.

Terceira premissa: uma tendência continua no seu estado atual até à próxima barreira de S/R, a menos que mostre enfraquecimento

Quarta premissa: quando uma tendência mostra sinais de enfraquecimento, é esperada uma correção complexa em vez de uma reversão, até ao mercado aceitar a força na direção da nova tendência

Lateralidades (Lat)

As Lat mostram o mercado a andar de lado ou a consolidar. Devem ser observadas no gráfico de trade, à semelhança das TA/TB.

Quinta premissa: uma Lat continua no seu estado atual, a menos que mostre força nos estremos

Sexta premissa: quando uma Lat mostra força nos estremos, é esperado i) rompimento falhado (RF) se houver enfraquecimento após o rompimento ou ii) retração de rompimento (RRP) se houver enfraquecimento da retração após o rompimento

A Abertura Inicia em Lateralidade ou Tendência

A abertura inicia com uma lateralidade ou uma tentativa de tendência.

Lateralidade

  • A lateralidade na abertura é formada por uma barra ou as primeiras barras da sessão
  • Se a barra 1 for grande com sombras em ambos os extremos, é uma possível barra de lateralidade
  • Quando as barras 1 e 2 formam em direções opostas, provavelmente é uma lateralidade
  • Uma barra externa 2 pode ser um sinal de lateralidade
  • Um padrão de reversão mal localizado pode ser uma lateralidade na abertura, por exemplo, uma barra de reversão touro na máxima do dia anterior (MDA) ou uma barra de reversão urso na mínima do dia anterior (mDA)

Tentativa de tendência

  • Quando uma barra fecha além do extremo da barra ou lateralidade anterior, isto é uma tentativa de tendência
  • Barras consecutivas da mesma cor com fechos em tendência são provavelmente uma tentativa de tendência

Setups a procurar

  • Quando a abertura começa numa tendência, procurar o setup de tendência a partir da primeira barra (T1B) e a primeira retração (1RT)
  • Quando a abertura começa numa lateralidade, procurar os setups de rompimento falhado (1RF), e se a lateralidade for grande o suficiente, procurar uma retração de rompimento (1RRP)

Se não tem a certeza qual o tipo de mercado, deixe a tendência romper um elemento de price action (suporte ou resistência, linha de tendência, linha de canal, etc), e procure um trade na direção do rompimento.

Padrões de Candles (Barras) – Guia Prático

Os padrões de candles ou barras dividem-se em duas categorias: i) padrões essenciais e ii) padrões complementares. Bastam apenas os padrões essenciais para operar na bolsa, sendo que os padrões complementares, criados a partir dos padrões essenciais podem ou não ser usados dependendo da experiência e estratégia do trader.

Os exemplos abaixo apresentados são para padrões de compra ou touro. Aplica-se o inverso em padrões de venda ou urso. No final do artigo são ainda introduzidas várias dicas de como operar os padrões de candles com as barra de sinal, barra de entrada e falhas.


Padrões essenciais

Os padrões de candles essenciais são compostos por três candles, a partir do qual todos os gráficos de preços são criados:

  1. Barra de Tendência
  2. Doji
  3. Barra de Pines

Barra de Tendência

A barra de tendência tem um corpo que preenche toda ou quase toda a totalidade da barra, isto é, sem sombras ou com pequenas sombras nos extremos. Para se qualificar como uma barra de tendência, a barra tem de ter um tamanho médio quando comparada a outras barras anteriores.

Doji

O doji é qualquer barra com um corpo pequeno ou inexistente quando comparado com a média de outros corpos de barras anteriores. A barra doji pode ter qualquer tamanho, incluindo sombras grandes ou pequenas ou mesmo não ter sombras. O que a distingue das outras barras é realmente o corpo pequeno. São um sinal de indecisão.

Barra de Pines

A barra de pines em termos visuais é uma mistura das duas barras anteriores. O que a distingue é a sombra maior num dos extremos e o corpo no outro extremo sem sombra ou com uma sombra menor. O corpo ocupa um a dois terços do tamanho da barra quando comparada com a sombra maior. À semelhança da barra de tendência, a barra de pines deve ter o tamanho médio das barras anteriores.

A entrada stop para as barras de tendência e pines é um ponto acima da máxima e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima. A barra doji por si só não é operável, sendo habitualmente necessário aguardar pela formação de mais candles.


Padrões complementares

Os padrões complementares, embora não sendo obrigatórios, acrescentam um nível adicional para determinadas estratégias ou para traders mais experientes, sendo classificados em padrões de continuação, reversão ou ambos.

Barra de Reversão Dupla – R2

Tipo: Reversão

Uma barra de reversão dupla (R2) é um par de barras com cores opostas. Uma barra de tendência urso seguida de uma barra de tendência touro é um padrão de reversão touro. Estas duas barras são uma barra de reversão (R) num tempo gráfico maior. A R2 deverá ser clara e não se sobrepor com as barras anteriores. Se uma R2 ocorrer numa retração, entrar numa segunda entrada (2E).

A entrada stop numa barra de reversão dupla R2 é um ponto acima da máxima das duas barras e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima das duas barras.

E-mini NQ - Barra de reversão dupla

Barra de Reversão Tripla – R3

Tipo: Reversão

Uma barra de reversão tripla (R3) consiste numa barra de tendência urso, seguida por uma barra de pausa (por exemplo um doji), e uma barra de tendência touro. Estas três barras geralmente formam uma barra de reversão (R) num tempo gráfico maior.

A entrada stop numa barra de reversão R3 é um ponto acima da máxima das três barras e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima das três barras.

E-mini NQ - Barra de reversão tripla

Barra Interna – I

Tipo: Reversão ou Continuidade

Uma barra interna (I) é uma barra com o preço contido na barra anterior (máxima inferior à máxima da barra anterior e mínima superior à mínima da barra interior). A barra interna I pode ser um padrão de reversão ou continuidade dependendo do contexto, como por exemplo a reversão do rompimento falhado de uma bandeira final (BF), continuação da tendência no final de uma retração ou da primeira retração (1R).

A entrada stop numa barra interna I é um ponto acima da sua máxima e o stop protetivo um ponto abaixo da sua mínima. O próximo stop protetivo maior é abaixo da mínima da barra anterior que contém a barra interna.

E-mini NQ - Barra interna

Barra Interna Dupla – II

Tipo: Reversão ou Continuidade

Um padrão de barra interna dupla (II) é uma barra interna contida noutra barra interna (duas barras internas consecutivas). O padrão é frequentemente uma lateralidade ou triângulo num tempo gráfico menor, e, portanto, uma área de equilíbrio, funcionando como um padrão de continuidade ou reversão consoante for localizado no início ou final de uma tendência respetivamente. Pode funcionar como bandeira final (BF).

A entrada stop num padrão de barra interna dupla II é um ponto acima da máxima da ultima barra interna e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima das duas barras.

E-mini NQ - Barra interna dupla

Barra Externa – E

Tipo: Reversão ou Continuidade

Numa barra externa (E) a máxima é acima da máxima da barra anterior e a mínima é abaixo da mínima da barra anterior. A barra externa atua como reversão ou continuação consoante for localizado no início ou final de uma tendência respetivamente. A sua força advém de encurralar traders de ambos os lados (touros e ursos). Pode funcionar como bandeira final (BF).

A entrada stop numa barra externa E é um ponto acima da máxima e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima.

E-mini NQ - Barra externa

Barra Externa Dupla – EE

Tipo: Reversão ou Continuidade

Um padrão de barras externa dupla (EE) consiste em duas barras externas consecutivas que podem ser um padrão de reversão ou continuação consoante for localizado no início ou final de uma tendência respetivamente. O padrão funciona geralmente como uma dupla armadilha, à semelhança da barra externa simples E. Pode funcionar como bandeira final (BF).

A entrada stop num padrão de barras EE é um ponto acima da máxima das duas barras e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima das duas barras.

E-mini NQ - Barra externa dupla

Padrão de barras Interna/Externa/Interna – IEI

Tipo: Reversão ou Continuidade

Um padrão de barras interna-externa-interna (IEI) consiste numa barra interna seguida por uma barra externa e novamente por outra barra interna. Pode ser um padrão de reversão ou continuação consoante for localizado no início ou final de uma tendência respetivamente É geralmente visto como uma segunda entrada (2E) de contra tendência, e, portanto, uma segunda tentativa de reverter o preço. Pode funcionar como bandeira final (BF).

A entrada stop num padrão IEI é um ponto acima da máxima da barra interna e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima da barra interna ou abaixo da mínima das três barras.

E-mini NQ - Barra interna/externa/interna

Padrão de barras Externa/Interna/Externa – EIE

Tipo: Reversão ou Continuidade

Um padrão de barras externa-interna-externa (EIE) consiste numa barra externa seguida por uma barra interna e novamente por uma barra externa. Pode ser um padrão de reversão ou continuação consoante for localizado no início ou final de uma tendência. A ultima barra externa funciona como uma armadilha, dando um sinal de venda ao descer abaixo da mínima da barra interna para reverter, para fechar depois acima da máxima da barra interna. Esta armadilha pode resultar num movimento rápido. Pode funcionar como bandeira final (BF).

A entrada stop de um padrão EIE é um ponto acima da máxima das três barras e o stop protetivo um ponto abaixo da mínima das três barras.

E-mini NQ - Barra externa/interna/externa

Bandeira Final – BF

Tipo: Reversão

Uma bandeira final (BF) é uma perda de momento num padrão sobreposto e horizontal no que pode ser a ultima retração antes de uma potencial reversão. Forma geralmente uma lateralidade num tempo gráfico menor sendo uma área de equilíbrio entre touros e urso. Pode ser apenas uma ou algumas barras sobrepostas, como os padrões I, E, II, EE, IEI ou EIE. É esperado o rompimento da bandeira falhar e reverter.

No padrão BF, é frequente ver o sinal de entrada ativado do lado errado para depois reverter no sentido contrário. O primeiro target do rompimento falhado é o outro lado da BF.

E-mini NQ - Bandeira final

Retração de Rompimento com Barra Interna – RPI

Tipo: Reversão ou Continuidade

Uma retração de rompimento com barra interna (RPI) é uma barra de rompimento (BR) seguida de uma barra interna (I). Este padrão é de continuidade se for operado no início de uma tendência, e de reversão se for operado no final de uma tendência, funcionando neste ultimo caso como bandeira final (BF).

A entrada stop num padrão RPI é um ponto acima da barra interna I e o stop protetivo um ponto abaixo da barra interna I.

E-mini NQ - Retração de rompimento com barra interna

Como operar padrões de candles (barras)

Barra de sinal – BS

A barra ou padrão de sinal (padrão se tiver mais do que uma barra), é o sinal para uma possível entrada numa posição. A BS torna-se num sinal de entrada se a barra seguinte ultrapassar a sua máxima em um ponto com uma entrada stop. O primeiro stop protetivo é um ponto abaixo da BS. Pode se usar um stop maior, mas neste caso o target fica mais distante parase manter o mesmo rácio risco recompensa. A entrada, stop protetivo e target devem preferencialmente ser ajustados em função da estrutura de mercado.

E-mini NQ - Barra de sinal

Barra de Entrada – BE

A barra que ultrapassa a barra de sinal e ativa a ordem de entrada torna-se na barra de entrada (BE).

Uma boa barra de entrada é uma barra de tendência com pequenas sombras e preferencialmente maior do que a barra de sinal.

O que faz uma boa barra de entrada? Muitos traders a observar e a entrar na mesma altura. Se a barra de entrada for boa, poderá mover o stop um ponto abaixo desta, depois do preço romper a sua máxima.

E-mini NQ - Barra de entrada

Barra de Entrada Falhada – BEF

Se entrou com uma boa barra de sinal (BS), então muitos outros traders entraram consigo. Se o mercado não continuar na direção pretendida imprimindo uma barra de entrada (BE) de fraca qualidade, existe uma boa probabilidade do trade falhar.

Uma BE fraca pode ser formada por uma barra de tendência (T) na direção contrária ou uma barra doji (D). Significa que entraram muitos vendedores após a barra de sinal, existindo uma boa probabilidade do trade falhar.

Neste caso, a melhor opção será fechar a posição em breakeven ou com uma pequena perda.

Os rompimentos falhados de poucos pontos (1pf ou 5 pf) ou de atingir um target comum, fortalecem o sinal de BEF.

Quando o sinal é ativado do lado errado

É comum o sinal ser ativado do lado errado (como o preço abaixo da barra de sinal para uma compra). Nestes casos é melhor aguardar por mais price action, como por exemplo uma segunda entrada (2E).

Um sinal de reversão ativado no lado errado cria geralmente alguma sobreposição, que é seguida de algum padrão de lateralidade. A lateralidade significa que existem vendedores acima e compradores abaixo, sinal de indecisão.

Quando mercado se parece com Arame Farpado

O arame farpado (AF) é um tipo de lateralidade estreita de várias barras, muitas das quais doji (D). Se o AF ocorrer antes de um sinal, pode diminuir a probabilidade de sucesso do trade. É melhor não operar o AF, a menos que se tenha muita experiência e consiga reverter o mesmo depois de rompimento falhado numa pequena barra junto aos extremos. Na maioria das lateralidades estreitas, os rompimentos falham, por isso mais vale a pena ficar fora junto ao AF, e aguardar por mais price action.

Existem Dois Tipos de Barras/Candles

Os padrões de barras ou candles por si só não têm qualquer significado no trade. Alguém que use apenas estes padrões está condenado a perder dinheiro nos mercados.

No entanto, os padrões de barras quando usados em conjunto com outros elementos fundamentais do price action, como as linhas de tendência e de canal, níveis de suporte e resistência, e a estrutura de mercado, ganham significado.

Existem apenas dois tipos de barras a partir do qual todos os padrões de barras são formados: 1) barras de tendência e 2) barras de indecisão ou doji.

Uma barra é formada pelo corpo e sombras. Quando a barra não tem sombras ou estas são pequenas quando comparadas com o corpo, trata-se de uma barra de tendência. No caso de uma barra de tendência touro, a abertura é igual ou perto da mínima e o fecho é igual ou perto da máxima. Numa barra de tendência urso, a abertura é igual ou perto da máxima e o fecho é igual ou perto da mínima.

Quando uma barra não tem corpo (a abertura é igual ao fecho) ou o corpo é pequeno quando comparado com as sombras, trata-se de uma barra de indecisão ou simplesmente doji.

As barras de tendência fazem o preço caminhar numa direção enquanto os doji são barras de indecisão significando uma pausa no preço. Também podem existir várias barras de tendência sobrepostas, neste caso formando uma lateralidade, em que o preço anda de lado.

Para entrar numa posição com price action, é preciso primeiro uma barra de sinal em confluência com outros elementos fundamentais acima descritos. Idealmente a barra de sinal é uma barra de tendência na direção da nossa entrada. Isto porque a barra já provou que um dos lados, touro ou urso, tomou conta do mercado oferecendo uma vantagem probabilística ao trader de que o preço irá na mesma direção da barra.

O modo mais conservador de entrar numa posição é com uma ordem stop um ponto acima de uma barra de sinal com tendência touro ou um ponto abaixo de uma barra de sinal com tendência urso. É uma forma de aproveitar o momento com uma entrada no rompimento da barra de sinal.

O local mais lógico para colocar o stop protetivo é no lado oposto ou perto do extremo da barra de sinal. Se uma barra de sinal for muito grande poderá não ser a ideal como sinal de entrada, principalmente porque o stop fica muito longe da entrada, e consequentemente o target ficaria a uma grande distância da entrada.

Outro motivo para não entrar com uma barra de sinal grande é o facto de muitas barras grandes formarem lateralidades. Não vai querer comprar num rompimento de uma lateralidade porque a maioria dos rompimentos em lateralidades falham. Muitos traders operam esta configuração conhecida como rompimento falhado.

Existem no entanto, situações em que uma barra de tendência grande pode ocorrer num mercado em tendência, podendo ter vários significados em função da sua posição.

Uma barra grande que rompe uma lateralidade e forma o início de uma tendência é sinal de força e início de uma nova tendência. Se a tendência continuar o momento, e depois da primeira retração for observada nova barra grande, isto significa a continuidade da tendência. Mais tarde na tendência, e se depois de duas ou mais retrações for observada nova barra de tendência grande, o trader deverá suspeitar que a tendência poderá estar perto do fim. As barras grandes no final de um movimento podem significar exaustão do preço e uma potencial reversão.

No caso de uma tendência touro, a exaustão do preço é normalmente vista no gráfico como um movimento rápido, mostrando scalpers e algoritmos de alta frequência a comprar e a espremer o mercado até ao ultimo ponto da subida bem. É também nesta fase que entram os compradores tardios (muitos deles amadores). Os vendedores e traders de contra tendência aguardam ainda para iniciar as suas posições curtas enquanto o preço não chega aos níveis pretendidos, normalmente um nível de suporte ou resistência, ou uma linha de canal.

Quando se formam vários dojis sobrepostos uns aos outros podendo ter ou não algumas barras de tendência pelo meio, isto é uma espécie de lateralidade, a que Al Brooks chama de arame farpado. Isto é um mercado muito difícil de negociar, em que vale a pena aguardar por mais price action com a clarificação do mercado, que mais cedo ou mais tarde ocorrerá.

Os Fundamentos da Estrutura de Mercado

A estrutura de mercado é um dos princípios básicos de price action mais importantes, e talvez o mais ignorado, talvez devido ao facto de ser um princípio mais avançado que só consegue verdadeiramente ser dominado com a experiência do trader.

A estrutura de mercado pretende dar resposta às seguintes questões:

  • O mercado está na fase de tendência, lateralidade ou reversão?
  • Ou por outro lado, não se consegue identificar a fase de mercado, parecendo o mesmo arame farpado, como Al Brooks chama a este tipo de padrão?
  • O mercado estás prestes a romper ou rompeu uma lateralidade?
  • O mercado está a reverter de tendência?

A estrutura do mercado é única para cada tempo gráfico. Por exemplo, no gráfico diário, um mercado pode estar em lateralidade enquanto no gráfico intra diário de 5 minutos o mercado encontra-se em tendência.

A estrutura de mercado é também conhecer desde o elemento mais pequeno ou micro, até elemento maior ou macro dos gráficos de preços.

Em qualquer gráfico de qualquer horizonte temporal de um mercado, a estrutura mais pequena inicia com uma barra ou candle.

Um impulso é formado por várias barras numa direção enquanto uma correção é um conjunto de várias barras na direção contrária à do impulso. A distancia percorrida pelo impulso é igual ou superior à distancia percorrida pela correção.

Um impulso também pode ter uma única barra se esta for longa. De igual modo, uma correção também pode ser algo tão subtil como uma barra de pausa, como por exemplo, uma barra doji ou interna,

Uma perna é formada por um impulso e correção, também conhecida como “onda” na Teoria das Ondas de Elliott.

Um conjunto de duas ou mais pernas forma um swing. Os swings são os preços máximos e mínimos que se destacam no gráfico (topos e fundos). Um swing de máxima (topo) tem as barras à esquerda e direita com preços abaixo desenhando uma forma de pirâmide. O oposto se verifica para um swing de mínima (fundo), com as barras à esquerda e direita do swing desenhando uma forma de pirâmide invertida.

Dois ou mais swings formam uma tendência, que pode ser de alta, com mínimas e máximas swing (fundos e topos) a subir, ou de baixa, com máximas e mínimas (topos e fundos) a descer. Se as mínimas e máximas swing não subirem nem descerem temos uma lateralidade ou canal horizontal, em que o preço se encontra em consolidação até romper o mesma e formar nova tendência.

Antes de uma tendência de alta reverter numa tendência de baixa, é comum verificar-se uma lateralidade, que faz a transição entre as duas tendências. O mercado também pode reverter de tendência diretamente sem existir uma lateralidade de transição.

Uma tendência pode ser ser seguida por uma lateralidade e novamente por uma tendência na mesma direção da anterior. Neste caso é um mercado em continuidade.

O trader ao observar e estudar a estrutura de mercado consegue estar mais próximo do price action, desde a análise do detalhe com a barra individual, passando pelo impulso e correção que forma a perna, seguida do swing (topos e fundos), depois a tendência e finalmente as transições.

Suporte e Resistência

O suporte e resistência é provavelmente um dos elementos mais importantes no price action, e portanto observado muitos traders.

O suporte forma uma espécie de barreira que impede o preço de descer e a resistência forma uma espécie de barreira que impede o preço de subir.

Quando uma tendência de alta é forte o suficiente, o preço pode romper acima da resistência, sendo que nesta situação os papéis ficam invertidos, com a resistência tornada no novo suporte. Aplica-se o inverso no caso de rompimento de uma tendência de baixa suficientemente forte.

Por outro lado, quando o rompimento do suporte ou resistência é fraco, não se verifica a inversão dos papéis, mas sim um rompimento falhado. O nível de suporte ou resistência foi rompida, mas reverteu de seguida no sentido contrário do rompimento.

Distinção entre suporte/resistência e tendência/canal

As linhas de suporte e resistência são horizontais, enquanto as linhas de tendência e de canal são oblíquas.

E-mini NQ - Suporte e Resistência + Linhas de Tendência e Canal

Suporte/resistência intradiário e maior

Importa diferenciar suporte e resistência de trade do suporte e resistência maior. O primeiro (trade) é desenhado no tempo gráfico de trade, enquanto o ultimo (maior) é desenhado no tempo gráfico maior. Por exemplo, se o trader operar o gráfico de 5 minutos, o suporte e resistência de trade é desenhado no gráfico de 5 minutos, enquanto o suporte e resistência maior é desenhado em tempo gráfico maior como os gráficos de 30 minutos e diário.

E-mini NQ - Suporte e Resistência Intradiário

No tempo gráfico maior, para um nível de suporte ser validado, as mínimas das barras #1, #2, #4 e #5 têm de ser maiores ou iguais que a barra #3, e vice-versa para um nível de resistência. Estas cinco barras foram os topos e fundos dos gráficos, também conhecidos como swings.

E-mini NQ - Suporte e Resistência Tempo Gráfico Maior

Suporte tornado resistência e vice-versa

Quando uma tendência de alta é forte o suficiente, o preço pode romper acima da resistência, sendo que nesta situação os papéis ficam invertidos, com a resistência tornada no novo suporte. Aplica-se o inverso no rompimento de uma tendência de baixa suficientemente forte. Nos gráficos acima vêm-se alguns exemplos desta situação.

Quando o rompimento do suporte ou resistência é fraco, não se tem uma inversão dos papéis, mas sim um rompimento falhado. O nível de suporte ou resistência foi rompida, mas reverteu de seguida no sentido contrário ao rompimento.

Linhas ou áreas?

Muitos traders consideram os níveis de suporte e resistência não como linhas, mas como áreas. No meu caso, e no day trade, prefiro desenhar os níveis de suporte e resistência com linhas ao ponto exato nas máximas ou mínimas das barras.

Suporte/resistência no day trade

A operação de day trade tem níveis adicionais de suporte e resistência em relação a outros horizontes temporais maiores. Por exemplo, no gráfico de 5 minutos, podem ser considerados os seguintes níveis adicionais:

  • Máxima e mínima do dia anterior (MDA e mDA)
  • Fecho do dia anterior (FDA)
  • Abertura do dia (AD), pode ser útil em dias de lateralidade ou de reversão
  • Máxima e mínima da ultima semana (MSA e mSA), pode ser útil no ultimo dia da semana
  • Abertura da semana (AS), pode ser útil no ultimo dia da semana
E-mini NQ - Suporte e Resistência Dia Anterior no Gráfico Intradiário

Como se operam os níveis de suporte e resistência?

Quando o preço atinge um nível de suporte ou resistência, é importante primeiro observar a reação do preço junto a este nível antes de se colocar um trade.

O nível de suporte ou resistência é respeitado em que o preço parece estar a reverter junto ao nível? O preço ultrapassa o nível e reverte num rompimento falhado? Ou por outro lado, o preço faz uma pausa perto do nível para depois o ultrapassar e continuar na direção anterior? Ou ainda, o preço vence o nível sem qualquer oposição?

Esta reação é observada em conjunto com os restantes elementos do price action como os padrões de candles, setups de trade, e linhas de tendência e canal. É necessáris a confluência de dois ou mais elementos antes de se abrir uma posição.

Linhas de Tendência e de Canal

As linhas de tendência e de canal são bastante importantes no price action, pois é através destas que i) se formam muitos dos padrões conhecidos na análise técnica como o canal, triângulo ou cunha, e ii) se configuram setups de trade como a reversão de tendência maior (RTM) ou rompimento falhado de linha de tendência (LT1).

A reação do preço nas linhas de tendência e de canal, em conjunto com o suporte e resistência e os padrões de barras ou candles, produzem os setups de trade que observamos nos gráficos de preços.

Linhas de tendência

As linhas de tendência unem numa tendência de alta as mínimas de dois ou mais swings, e numa tendência de baixa as máximas de dois ou mais mais swings. Aplica-se o inverso nas linhas de canal, que unem numa tendência de alta as máximas de dois ou mais swings, e numa tendência de baixa as mínimas de dois ou mais swings.

Linhas de canal

A linha de canal é desenhada no lado oposto da linha de tendência. Pode-se generalizar que as linhas de tendência e de canal contêm o price action, em que a direção destas linhas mostra a direção do preço. As linhas de tendência e de canal, formam, portanto, um canal.

Canais

Se as linhas de tendência e de canal forem paralelas com i) inclinação para cima formam um canal de alta, ii) inclinação para baixo formam um canal de baixa e iii) sem inclinação ou horizontais formam um canal horizontal ou retângulo.

Cunhas

Se as linhas de tendência e de canal forem oblíquas com i) sentido ascendente formam uma cunha ascendente e ii) sentido descendente formam um cunha descendente. As linhas podem ser convergentes ou divergentes.

Triângulos

Se as linhas de tendência e de canal forem oblíquas e simétricas formam um triângulo. As distinções entre a cunha e triângulo, é que no caso deste ultimo, as duas linhas formam o mesmo ângulo com o eixo horizontal, enquanto na cunha têm ângulos diferentes com o eixo horizontal.

À semelhança da cunha, o triângulo também pode ser convergente ou divergente. O triângulo divergente é conhecido como triângulo expandido.

Tipos de canal

Os canais podem ser amplos, micro ou regulares em função da sua dimensão. Nos canais amplos, as linhas de tendência de canal estão a uma maior distância e o price action forma swings. Nos canais micro, as linhas de tendência e de canal encontram-se muito perto, com a mínimas e máximas das barras ou candles a tocar ou a chegar perto das linhas. Os canais regulares apresentam uma dimensão entre os canais amplos e canais micro.

Reação do preço nas linhas

Os traders devem ter por hábito desenhar linhas de tendência e de canal nos gráficos antes e durante a sessão, observando o comportamento do price action junto às mesmas.

O preço vai testar e reverter na linha de tendência/canal? Ou por outro lado, vai ultrapassar, testar e continuar na mesma direção? Ou ainda, vai ultrapassar, sem testar e continuar na mesma direção (como se as linhas não existissem)?

Os 3 Pilares do Price Action

1. Barras/candles

O primeiro pilar do price action é saber o que significa cada barra ou candle num determinado contexto. Isto quer dizer, que para além de ser necessário conhecer os diferentes tipos de barras ou padrões de barras, como a barra de reversão ou barra interna, é também necessário identificar os vários aspetos que reforçam ou enfraquecem um sinal de trade, como por exemplo:

  • Duas barras opostas cima/baixo ou baixo/cima são um padrão de reversão se não estiverem a meio de uma lateralidade.
  • Uma barra interna precisa de ter um fecho forte para se considerar uma barra de reversão, mas no caso de um rompimento falhado de uma lateralidade anterior no final de uma tendência por ser aceitável a barra interna ter uma sombra.
  • Uma barra doji funciona frequentemente em trades a favor da tendência, mas costuma falhar em trades de contra tendência.
  • Barras muito grandes formam geralmente lateralidades, ou significam exaustão se aparecerem no final de uma tendência.

Ler mais:
Existem Dois Tipos de Barras/Candles
Padrões de Candles (Barras) – Guia Prático

2. Sequências de barras

O segundo pilar do price action são as sequências de barras, que é um conjunto de várias barras consecutivas.

As sequências de barras podem formar alguns dos padrões seguintes:

  • Duas pernas de retração, ou um swing.
  • Três impulsos que testam uma linha de canal (linha paralela ou oblíqua a uma linha de tendência).
  • Rompimento falhado de linha de tendência.

Adicionalmente, deverá esperar certos padrões baseados na barra atual, como por exemplo:

  • Uma barra grande poderá ser o início de um padrão de Impulso e canal ou o início de uma lateralidade.
  • Uma retração seguida de uma barra doji poderá se tornar num padrão de arame farpado.
  • O final de uma tendência forte com várias barras pequenas tipo doji, poderá indicar uma lateralidade estreita.

3. Estrutura de mercado

O terceiro e ultimo pilar do price action é a estrutura de mercado. A estrutura de mercado é o filtro e guia geral assegurando-se que não se operam trades na direção errada.

Deverá ser capaz de determinar se o mercado se encontra em tendência, a reverter de tendência, em lateralidade, a romper de lateralidade para tendência, etc.

Ao conhecer a estrutura de mercado, é possível saber quais os trades mais aptos a posições swing (com uma recompensa mínima de 2x o valor do risco) e quais os trades mais aptos a posições scalp (com uma recompensa de 1-1,5x o valor do risco).

Neste pilar, deverá ainda escolher o setup de trade mais apropriado para cada tipo de condição de mercado:

  • Tendência de alta regular em que deverá comprar a M2 ou fm2?
  • Tendência de baixa forte em que deverá vender a m1?
  • Tendência a partir da abertura capaz de durar toda a sessão com setups da direção da tendência?
  • Mercado sem direção definida que engana ambos os touros e ursos, e em que mais vale a pena ficar fora do mercado?

Ler mais:
Os Fundamentos da Estrutura de Mercado

Obervações

Mesmo conhecendo bem a estrutura de mercado (pilar 3), não será capaz de entrar corretamente num setup de trade sem dominar primeiro os pilares anteriores (pilares 1 e 2).

Se muitas vezes compra acima de barras urso, vende abaixo de barras touro, ou usa barras de sinal fracas, então precisa primeiro de conhecer as suas barras (pilar 1).

Se frequentemente tem trades falhados que são parados em stops protetivos, para depois os ver andar na direção da entrada original, então precisa primeiro de conhecer o significado das sequências de barras (pilar 2).

Guia do Trader

Está a ler isto porque pensa ou quer ser um trader. Deixo aqui os cinco passos que precisa de seguir antes de mergulhar a fundo nos mercados e ter perdas irrecuperáveis.

  1. Uma plataforma de trade com simulador
  2. Um estilo de trade
  3. Alguns setups essenciais
  4. Um plano de trade
  5. Uma pequena conta numa corretora

Simulador

A primeira coisa a fazer quando se investe na bolsa de valores, é operar por uns tempos num simulador ou paper trading . Isto permite ganhar familiaridade com o price action e aprender a colocar ordens de compra ou venda, enquanto comete todo o tipo de erros típicos de um novo trader como comprar em vez de vender, calcular mal a posição, negociar em excesso (overtrading), medo de perder uma oportunidade de trade (fomo), tentar recuperar à força o dinheiro perdido (revenge trading), etc.

Felizmente existem várias plataformas gratuitas ou de baixo custo acessíveis a novos traders para treinar em ambiente de simulação.

Estilo de trade

Um estilo de trade é sobre a sua personalidade e de como se adapta às condições de mercado. Se vai ser um trader mais ativo ou menos ativo como day trade ou swing trade. Quais os tempos gráficos que irá acompanhar como o gráfico de 5 minutos ou gráfico diário, quais as ferramentas de análise técnica que vai usar, etc.

É natural que no início tenha de experimentar vários estilos, até encontrar um no qual se sinta mais confortável.

Setups de trade

Os setups de trade são discutidos extensivamente neste blog. Existem quatro grupos de setups adaptados a cada tipo de estrutura de mercado: abertura, tendência, lateralidade e reversão. No entanto, como novo trader terá de se concentrar e dominar primeiro alguns setups essenciais mais adequados a iniciantes. O trabalho de Al Brooks e Bob Volman são dois excelentes recursos para aprofundar este passo.

Plano de trade

É fundamental criar e seguir um plano de trade. O trading deve ser encarado como qualquer negócio, sendo acima de tudo um desafio mental sobre o qual se trabalha e desenvolve. O plano deve incluir como mínimo o mercado a acompanhar (não recomendo seguir mais de um mercado líquido no início [como o EURUSD (Forex), E-mini NQ e ES (Futuros) ou BTCUSD (Criptomoedas)], rácio recompensa risco para cada trade, o tamanho da posição, limites de perda diários e as regras. Este último ponto (regras) é de vital importância.

Pequena Conta

Depois dos primeiros quatro passos estarem interiorizados e obtiver os primeiros resultados consistentes (e positivos) no simulador, a altura de seguir para a próxima fase, abrindo uma pequena conta em dinheiro.

Operar numa conta em dinheiro é muito diferente de um simulador, pois envolve emoções associadas às perdas e ganhos financeiros, como a ganância e o medo.

Felizmente, hoje em dia, é possível abrir uma conta de trade com montantes mínimos. Pode ir depois aumentando o tamanho da sua conta e risco aos poucos, à medida que ultrapassa as barreiras emocionais inerentes ao facto do seu dinheiro estar em risco.

Poderá acontecer o caso de ganhar dinheiro no simulador e perder na conta real. Isto é perfeitamente normal, podendo sempre alternar entre o simulador e a conta real à medida que se vai ambientando ao risco e incerteza dos mercados.


Nota: Aprender a operar nos mercados de forma consistente não é menos diferente do que a aprender de uma nova língua ou outra disciplina séria, em que são precisos anos de estudo e prática, e mesmo assim nunca existindo garantias de sucesso. Esqueça, portanto, o enriquecimento fácil se quer investir ou negociar na bolsa.

Boa sorte e bons trades!