Como determinar a entrada exata com as velas japonesas

Última Atualização a 15/06/2020

As zonas de suporte e resistência nos gráficos de velas determinam a entrada ou não numa nova posição num padrão de reversão, e são um dos fatores mais importantes do price action. Importa pensar no suporte e resistência como zonas ou áreas, e não como um valor exato. Para determinar o momento certo  para a entrada numa posição recorremos às velas japonesas.

O suporte e resistência funcionam a nível macro como a decisão de entrada ou não numa posição, e as velas japonesas funcionam a nível micro determinando o preço de entrada.

De seguida é dividido o momento de entrada num padrão de reversão dentro e fora do opening range: O opening range é definido aqui como a primeira vela de cinco minutos. Os gráficos apresentados são referentes à ação da Intel (INTC).

Entrada fora do opening range

A entrada fora do opening range para o padrão de reversão pode ter como sinal uma vela regular ou uma vela longa.

Vela de sinal regular

No gráfico seguinte é apresentado o sinal de reversão para uma vela de sinal regular na transição de um mercado urso para um mercado touro.

  1. Existe um avanço na direção urso até ao preço chegar à zona de suporte da média móvel 200 dias, que que decidimos entrar numa posição longa.
  2. De seguida localiza-se o preço de entrada, que é a primeira vela a fazer um alto superior a seguir à vela de sinal regular.

De notar que antes da vela de sinal regular, encontra-se uma vela longa que não produziu uma entrada como vamos ver num caso específico mais à frente.

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O gráfico seguinte apresenta o sinal de reversão para uma vela regular na transição de um mercado touro para um mercado urso, e aplica-se o inverso.

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Vela de sinal longa

No gráfico seguinte é apresentado o sinal de reversão para uma vela de sinal longa na transição de um mercado urso para um mercado touro.

  1. Existe um avanço na direção urso até ao preço chegar à zona de suporte com anteriormente, neste caso um suporte diário anterior, em que que decidimos entrar numa posição longa.
  2. De seguida localiza-se o preço de entrada, que é a primeira vela a fazer um baixo inferior a 50% da vela de sinal longa anterior.

De notar, que ao contrário da vela de sinal regular vista anteriormente, não aguardamos o alto superior de uma vela longa, pois caso contrário, entraríamos já bastante tarde perdendo grande parte do movimento de preços.

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O gráfico seguinte apresenta o sinal de reversão para uma vela longa na transição de um mercado touro para um mercado urso, e aplica-se o inverso.

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Vela de sinal com retração

Algumas vezes existe um sinal de entrada que é fora do preço pretendido para providenciar um bom rácio risco/recompensa (r:r). Nestes casos existe a possibilidade de ser realizada uma melhor entrada com a retração do preço antes do mesmo continuar na direção pretendida, com uma segunda vela de sinal. Outras vezes não existe a possibilidade de retração com uma segunda vela de sinal, mas mais vale não entrar numa posição com um r:r mau do que entrar numa posição com fracas potencialidades à partida, e portanto com maior risco.

Sinal de entrada com retração

Sem vela de sinal

Outra possibilidade é quando vemos que o preço atinge os níveis desejados, entrar sem confirmação das velas japonesas. Este método pode ser mais arriscado, sendo destinado a traders mais avançados que conheçam bem os seus títulos. É idêntico ao caso que irei falar de seguida, com a entrada dentro do opening range.

Entrada dentro do opening range

A entrada dentro do opening range nos primeiros cinco minutos da sessão para o padrão de reversão, tem como sinal apenas a vela longa. Uma vela regular não consegue produzir um sinal de entrada num padrão de reversão, pois para haver uma reversão, é necessário haver primeiro um movimento significativo de preços numa direção. Esta entrada é mais arriscada que a anterior fora do opening range,

Vela de sinal longa

No gráfico seguinte é apresentado o sinal de reversão para uma vela de sinal longa na transição de um mercado touro para um mercado urso.

  1. Existe um avanço na direção touro até ao preço chegar à zona de resistência diária, em que que se decide entrar numa posição curta.
  2. De seguida é localizada a entrada, que é logo que o preço chegue junto à resistência durante a primeira vela de cinco minutos. O preço poderá não atingir ou ultrapassar a resistência, sendo mais uma questão de arte do que ciência a entrada nos primeiros cinco minutos do opening range.

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O gráfico seguinte apresenta a reversão para uma vela longa na transição de um mercado touro para um mercado urso, e aplica-se o inverso.

reversao-touro-opening-range

A saída de uma posição numa negociação dentro do opening range, será abordada noutro artigo, e requer especial atenção quando comparada com a negociação fora do opening range, porque pode ser necessária uma ação mais rápida. Por exemplo, no primeiro gráfico, se tivéssemos saído no final do dia teríamos obtido um excelente lucro, enquanto no segundo gráfico, senão tivéssemos saído logo na primeira retração, incorreríamos em prejuízo ao fechar a posição até ao final do dia.

Conclusão

O suporte e resistência nos gráficos de velas são a ferramenta mais importante do price action, sendo a base de decisão se entramos ou não numa posição de reversão. Os níveis de suporte e resistência funcionam como uma zona ou área, pelo que para determinar o momento exato da entrada recorre-se aos padrões formados pelas velas japonesas. A entrada dentro e fora do opening range, considerado aqui como a primeira vela de cinco minutos, requer táticas e observações diferentes.