Os Fundamentos da Estrutura de Mercado

A estrutura de mercado é um dos princípios básicos de price action mais importantes, e talvez o mais ignorado, talvez devido ao facto de ser um princípio mais avançado que só consegue verdadeiramente ser dominado com a experiência do trader.

A estrutura de mercado pretende dar resposta às seguintes questões:

  • O mercado está na fase de tendência, lateralidade ou reversão?
  • Ou por outro lado, não se consegue identificar a fase de mercado, parecendo o mesmo arame farpado, como Al Brooks chama a este tipo de padrão?
  • O mercado estás prestes a romper ou rompeu uma lateralidade?
  • O mercado está a reverter de tendência?

A estrutura do mercado é única para cada tempo gráfico. Por exemplo, no gráfico diário, um mercado pode estar em lateralidade enquanto no gráfico intra diário de 5 minutos o mercado encontra-se em tendência.

A estrutura de mercado é também conhecer desde o elemento mais pequeno ou micro, até elemento maior ou macro dos gráficos de preços.

Em qualquer gráfico de qualquer horizonte temporal de um mercado, a estrutura mais pequena inicia com uma barra ou candle.

Um impulso é formado por várias barras numa direção enquanto uma correção é um conjunto de várias barras na direção contrária à do impulso. A distancia percorrida pelo impulso é igual ou superior à distancia percorrida pela correção.

Um impulso também pode ter uma única barra se esta for longa. De igual modo, uma correção também pode ser algo tão subtil como uma barra de pausa, como por exemplo, uma barra doji ou interna,

Uma perna é formada por um impulso e correção, também conhecida como “onda” na Teoria das Ondas de Elliott.

Um conjunto de duas ou mais pernas forma um swing. Os swings são os preços máximos e mínimos que se destacam no gráfico (topos e fundos). Um swing de máxima (topo) tem as barras à esquerda e direita com preços abaixo desenhando uma forma de pirâmide. O oposto se verifica para um swing de mínima (fundo), com as barras à esquerda e direita do swing desenhando uma forma de pirâmide invertida.

Dois ou mais swings formam uma tendência, que pode ser de alta, com mínimas e máximas swing (fundos e topos) a subir, ou de baixa, com máximas e mínimas (topos e fundos) a descer. Se as mínimas e máximas swing não subirem nem descerem temos uma lateralidade ou canal horizontal, em que o preço se encontra em consolidação até romper o mesma e formar nova tendência.

Antes de uma tendência de alta reverter numa tendência de baixa, é comum verificar-se uma lateralidade, que faz a transição entre as duas tendências. O mercado também pode reverter de tendência diretamente sem existir uma lateralidade de transição.

Uma tendência pode ser ser seguida por uma lateralidade e novamente por uma tendência na mesma direção da anterior. Neste caso é um mercado em continuidade.

O trader ao observar e estudar a estrutura de mercado consegue estar mais próximo do price action, desde a análise do detalhe com a barra individual, passando pelo impulso e correção que forma a perna, seguida do swing (topos e fundos), depois a tendência e finalmente as transições.

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