Sistematizar a gestão do risco no day trading

Se a análise de price action é um processo subjetivo num método discricionário, já a gestão do risco pode — e deve — ser mais objetiva, simplificando o processo de execução dos trades.

Neste artigo apresento uma proposta de gestão de risco para operar o índice Nasdaq.

A premissa inicial, da qual partem os restantes cálculos, é conhecer a distância média percorrida por um impulso e por uma correção. No caso do Nasdaq, esse valor é de aproximadamente 50 pontos. Para chegar a esta média, pode-se analisar a abertura da sessão de Nova Iorque, entre as 9:30 e as 11:30 EST, medir a distância de todos os impulsos e correções durante uma semana de trading e calcular a respetiva média.

Isto significa que, a cada 50 pontos, o Nasdaq encontra em média níveis de suporte e resistência, o que é útil para determinar o stop loss e o take profit.

O stop loss é fixo em 36 pontos, correspondendo a 75% da média anterior (0,75 × 50).

O take profit assume três valores possíveis, dependendo da volatilidade e do contexto de price action.

Por defeito, o take profit é igual ao stop loss: 36 pontos, com um rácio risco-recompensa (RR) de 1.

Se o mercado estiver mais volátil e o price action o permitir, o take profit pode ser aumentado até 63 pontos (125% da média), resultando num RR de 1,67.

Se o mercado estiver menos volátil, o take profit pode ser reduzido até 18 pontos (37,5% da média), com um RR de 0,5, sendo este o valor mínimo permitido para o objetivo.

Numa fase mais avançada, o trade pode ser dividido em duas posições: faz-se parcial da primeira posição entre os 18 e os 63 pontos de lucro, deixando correr a segunda posição até surgir um sinal de reversão na direção contrária ou até ser atingido um nível relevante de suporte ou resistência.